“Temos tropas para enfrentar as reformas. É fazê-las ou fazê-las”, avisa Eliseu Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (na foto, à esq.), afirmou em evento com empresários promovido pelo jornal Valor, na noite da segunda-feira (12), em São Paulo, que o governo mudou de estratégia e vai “centrar forças” nas reformas fiscal e da Previdência. 

“Não vou falar da trabalhista porque ela está acontecendo de forma natural. O TST julgou que trabalhador pode fazer acordo direto com empresário, com prevalência do acordado sobre o legislado. E temos projetos sobre a terceirização no Senado federal”, disse ele.

Padilha atribuiu o cenário econômico difícil no país ao que chamou de “bondades” das gestões anteriores, que elevaram os gastos públicos. “Não nos demos conta de que as bondades nos empurrariam para perto do precipício. A hora do ajuste chegou”.

“Equipe dos sonhos”

Segundo o ministro, o foco agora é a aprovação da reforma da Previdência, que promete abolir garantias importantes da classe trabalhadora, e da PEC 241, a proposta de emenda constitucional que congela os gastos públicos por 20 anos, e que é hoje uma das piores ameaças aos direitos sociais do governo ilegítimo de Temer. 

Também presente no evento, o ministro das Finanças e Previdência, Henrique Meirelles, recebeu os cumprimentos do colega e foi descrito como o capitão do time econômico que vai implementar a reforma previdenciária no país. A “equipe dos sonhos” de Michel Temer, capitaneada por Meirelles, já sinalizou com aposentadoria aos 70 anos para homens e mulheres no Brasil, entre outras maldades. 

“Teto de gastos e reforma da Previdência – este é o foco agora. Porque temos tropas para enfrentar as duas. É fazê-las ou fazê-las”, disse Padilha. Resta saber a que tropas se refere o ministro, a julgar pela agressiva ofensiva policial que tem sido utilizada para reprimir as manifestações contra o governo.

Mobilização social

O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, reafirmou que a mobilização seguirá firme em defesa dos direitos e avisou que a luta apenas começou. Ele lembrou que a classe trabalhadora está preparada para defender as suas conquistas. “O governo ilegítimo pretende acabar com a previdência social e impor o negociado sobre o legislado. É hora de ir para as ruas e exigir o ‘Fora Temer’ e ‘Nenhum direitos a menos'”.

Portal CTB com agências 

 

 

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