Suicídio de 24 funcionários derruba vice da France Télécom

Lisboa, 5 out (Lusa) – A France Télécom anunciou nesta segunda-feira a saída do vice-presidente da empresa, Louis-Pierre Wenes, por causa do suicídio de 24 colaboradores nos últimos 18 meses, atendendo, assim, aos sindicatos sobre a questão da mobilidade interna.

Wenes – que ocupava o cargo de diretor-geral adjunto – será substituído por Stéphane Richard.

Esta é a primeira mudança na direção da empresa de telecomunicações desde que começou a série de suicídios, que os sindicatos alegam serem motivados pelo descontentamento dos trabalhadores com a reorganização interna da companhia.

"Wenes é simbólico. Foi ele quem instituiu a gestão pelo terror, e deve partir", disse, recentemente o líder sindical de uma das centrais que representam os trabalhadores da France Télécom.

Stephane Richard, que até agora era responsável pelas operações internacionais, entrou para a France Télécom em maio e seu nome tem sido mencionado como forte substituto ao presidente do grupo, Didier Lombard, em 2011.

A polêmica gerada pela série de suicídios de trabalhadores da France Télécom tem levado os sindicatos a criticar fortemente os métodos de gestão adotados pela operadora e a exigir medidas para resolver a situação.

O rígido controle dos trabalhadores, especificamente nos momentos de intervalo, a pressão insuportável para ganhos de produtividade e a desumanização das relações dentro da empresam são alguns dos métodos criticados pelas estruturas sindicais.

A France Télécom, na qual o governo francês tem 13% de participação, emprega atualmente 100 mil pessoas no país.

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