Setor público registra superávit primário recorde

O superávit primário registrado pelo setor público brasileiro caiu em junho frente ao mesmo período do ano passado, mas a economia acumulada no primeiro semestre, de 86,116 bilhões de reais, foi recorde. Ainda assim, a cifra não foi suficiente para cobrir os vencimentos de juros do semestre, também os mais elevados da série do Banco Central (BC), iniciada em 1991, e o país encerrou o período com déficit nominal de R$ 1,910 bilhão de reais.

Foi o menor saldo negativo da história, segundo os dados divulgados pelo BC nesta quarta-feira (30). Apenas em junho, o superávit primário — diferença entre as receitas e despesas do governo, excluindo gastos com juros — foi de R$ 11,166 bilhões, pouco abaixo dos R$ 11,647 bilhões obtidos em igual período do ano passado e frente a um saldo positivo de R$ 13,207 bilhões em maio.

Dívida

Em 12 meses encerrados em junho, o superávit primário foi equivalente a 4,27% do Produto Interno Bruto (PIB), frente a 4,34% do PIB em 12 meses até maio. A meta oficial para o ano equivale a 3,8% do PIB, mas o governo também se comprometeu a realizar um esforço adicional de 0,5% do PIB para alimentar o fundo soberano que ainda será criado. O crescimento da economia tem favorecido a elevação da arrecadação de tributos, o que contribui para os superávits primários elevados.

O BC informou ainda que a dívida líquida total do setor público ficou em 40,4% do PIB no mês passado, frente a 40,6% em maio. A dívida bruta do governo geral (governo federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$ 1,612 trilhão, ou 55,2% do PIB, em junho. A dívida bruta em relação ao PIB caiu 0,4 ponto percentual em relação a maio, quando este percentual foi de 55,6% do PIB.

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