Reforma da Previdência: a um passo de ser aprovada

Uma das mais ambiciosas propostas prometidas por Bolsonaro e desejada pelo mercado financeiro, a reforma da Previdência, está a apenas uma votação, prevista para terça-feira, para virar lei. A medida que muda as regras para a aposentadoria é a principal alteração feita na Constituição federal desde 1988, considerada a mais cidadã da história do país porque consagrava importantes direitos para os brasileiros.   

Como tudo no governo Bolsonaro, os mais pobres são os principais prejudicados. “O que prevalece são os interesses do mercado e da classe dominante, que consagraram uma reforma regressiva, com impactos severos no Sistema de Seguridade Social”, ressalta o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.

Com a proposta, o trabalhador terá mais dificuldade para se aposentar devido ao aumento do tempo de contribuição e a idade mínima – para se aposentar o homem precisa ter 65 anos e a mulher, 62 anos. “Vamos permanecer na resistência. Nossa luta é em defesa da democracia, da soberania e dos direitos da classe trabalhadora”, completa Adilson.

Vale lembrar que as mudanças só não foram piores, porque as ruas e a oposição fizerem um duro trabalho, porque se dependesse do governo o trabalhador teria de fazer uma poupança individual e no fim das contas receberia apenas uma pequena parte do acumulado. O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, destaca que a greve geral do dia 14 de junho e as manifestações que realizadas ao longo dos meses foram fundamentais para diminuir os impactos negativos.

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