Professores iniciam campanha salarial em São Paulo e debatem projeto Escola sem Partido

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) inicia sua campanha salarial com uma grande assembleia, a partir das 14h, na Praça da República, onde fica a sede da Secretaria Estadual de Educação, no centro da capital paulista.

Os professores e as professoras reivindicam um aumento emergencial de 16,6%, para repor a inflação acumulada de 2 anos, período no qual os docentes paulistas estão sem nenhum reajuste. De acordo com a Apeoesp a defasagem salarial dos profissionais da educação está em pelo menos 75,33%.

A assembleia também debaterá a efetivação do Plano Estadual de Educação, sobre a equiparação salarial dos docentes com outras categorias que tenham nível superior. Por isso, a implementação da Meta 17 está na pauta.

Asssista protesto bem humorado de estudantes contra a Escola sem Partido em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo, ocorrida nesta quinta-feira (25): 

Para Francisca Seixas, secretária de Assuntos Educacionais e Culturais da Apeoesp, “essa assembleia marca o início de uma campanha que pode fortalecer a nossa luta em defesa de uma educação pública com mais qualidade no estado”.

Exatamente por isso, depois da assembleia haverá apresentação do documentário “A Escola Toma Partido”, do cineasta Carlos Pronzato, com posterior debate sobre o projeto reacionário “Escola sem Partido”, que tramita no Congresso Nacional.

a escola toma partido cartaz

“Esse projeto agride todos os níveis de bom senso e de inteligência na educação”, destaca Seixas.

Estarão no debate a Bebel (Maria Izabel Noronha), presidenta da Apeoesp; Angela Meyer, da direção executiva da União da Juventude Socialista; Madalena Guasco Peixoto, coordenadora-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino; Débora Goulart, professora doutora da Universidade Estadual Paulista e Carlos Pronzato.

O debate também poderá contar com a presença da convidada de honra, Nita Freire, viúva e sucessora legal da obra do pedagogo Paulo Freire.

Pronzato destaca o importante apoio da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil nesse filme, assim como na obra anterior “Acabou a Paz, Isto Aqui Vai Virar o Chile, Escolas Ocupadas em São Paulo”.

Serviço:

A Escola Toma Partido

Ficha Técnica:

Direção, Produção e Roteiro: Carlos Pronzato
Edição: Renato Bazan
Câmera e Entrevistas: Carlos Pronzato
Consultoria: Severino Honorato
Assistência de Produção: Teo Cháves
Pesquisa: Nil Azevedo
Designer: Ricardo Malagoli
Assessoria de Imprensa: Carola Beresi González
Ano: 2016
Duração: 50 minutos
Realização: La Mestiza Audiovisual
www.lamestizaaudiovisual.blogspot.com

Sobre Carlos Pronzato

Argentino residente no Brasil, Carlos Pronzato é poeta e cineasta dedicado especialmente a temas sociais e políticos. Suas obras audiovisuais e literárias destacam-se pelo compromisso com a cultura, a memória e com o protagonismo popular. Dentre seus mais de 50 documentários destacam-se “O Panelaço, a rebelião argentina”, “Bolívia, a guerra do gás”, “A Bahia de Euclides da Cunha”, “Buscando a Salvador Allende”, “Carabina M2, uma arma americana, Che na Bolívia”, “Madres de Plaza de Mayo, verdade, memória e justiça”, “Marighella, quem samba fica quem não samba vai embora”, “A Rebelião dos Pinguins, estudantes chilenos contra o sistema”, “Pinheirnho, tiraram minha casa, tiraram minha vida”, “Mapuches, um povo contra o Estado”, “A partir de Agora, as Jornadas de Junho 2013”, “Dívida Pública Brasileira, a Soberania na Corda Bamba”. Entre outras importantes distinções recebeu, em 2008, o prêmio da Clacso (Conselho Latino-americano de Ciências Sociais) e em 2009, na Itália, o prêmio Roberto Rossellini.

Portal CTB

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