Posse de Lula tem recorde de chefes de Estado já confirmados

A posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 1º de janeiro de 2023, já conta com a confirmação da presença de 11 chefes de Estado e de Governo. Os convites foram enviados na última segunda-feira (5) aos países com os quais o Brasil tem relações diplomáticas, e o número de confirmações, em menos de três dias, já supera a quantidade de autoridades presentes na última posse presidencial no país.

“Há uma expectativa grande para que haja um número bem significativo de chefes de Estado e chefes de Governo e, eventualmente, vice-chefes de Estado e de Governo, para que venham. Isso faz parte da reinserção do Brasil a partir do governo do presidente Lula, da política externa que o presidente Lula vai conduzir e de uma reinserção do Brasil no cenário mundial”, explicou o embaixador Fernando Igreja, integrante da Coordenação de Organização da Posse.

Estão confirmadas as presenças de chefes de Estado e de Governo da Alemanha, de Angola, da Argentina, da Bolívia, de Cabo Verde, do Chile, da Colômbia, da Costa Rica, de Guiné Bissau, de Portugal e do Timor-Leste. De acordo com a coordenadora de Organização da Posse, Janja Lula da Silva, personalidades internacionais e autoridades, como ex-chefes de Estado, estão entrando em contato com a organização, manifestando o interesse de vir à posse. Portanto, mais autoridades serão confirmadas ao longo da semana.

Festa inclusiva

Janja destacou que a organização pretende fazer uma festa inclusiva, com cuidado com populações que sofrem com a explosão de fogos de artifício e com as salvas de tiros de canhão, sobretudo os autistas. “A gente teve uma demanda especial sobre os barulhos que podemos produzir na posse que podem perturbar pessoas com deficiência. Especificamente, fogos de artifício e a salva de tiros de canhão, que está programada para a posse e que sempre acontece”, revelou.

A coordenação da posse também recebeu um pedido do Grupo Técnico de Meio Ambiente, que trata da proteção dos animais, sobre a produção de ruídos. “Nós vamos conversar com o cerimonial do Senado, que é responsável para essa parte da salva de tiros. Com relação aos fogos de artifício, já tínhamos programado que não teria. E, se tiver, será sem ruídos”, completou.

Música e exposição de arte

A futura primeira-dama apresentou um breve roteiro dos eventos do dia 1º de janeiro de 2023, destacando a previsão de início do “Festival do Futuro: a alegria vai tomar posse”, após a solenidade prevista para as 17h no Palácio do Planalto. O presidente eleito deve subir a rampa do Congresso Nacional por volta das 14h30, para a solenidade de posse às 15h. Em seguida, seguirá ao Palácio do Planalto, em carro aberto. “Dia 1º de janeiro vai começar com muita alegria e vai terminar com muita alegria. Isso é o fundamental e é o que a gente espera. Por isso que a gente está trabalhando para que esse dia seja alegre e feliz para todos.”

Toda a posse será transmitida para o Brasil e para o mundo e também nos telões que vão estar na Esplanada dos Ministérios, onde estarão os dois palcos, Elza Soares e Gal Costa, para o início das apresentações dos mais de 20 artistas confirmados.

Márcio Tavares, coordenador do GT de Cultura e integrante da coordenação da posse presidencial, explicou que a festa da posse contará também com a exposição “Brasil do Futuro, as formas da democracia”, com a curadoria feita por ele, pela historiadora Lilia Schwarcz e pelo apresentador e humorista Paulo Vieira. “Exposição tem sentido especial. É um momento da posse que permanece, simbolizando também um novo cuidado com o patrimônio artístico, com a valorização das artes, com a valorização dos nossos artistas brasileiros”, disse.

A exposição vai contar com acervos do Museu da República, do Museu de Arte de Brasília, acervos da Presidência da República, com obras que vão para a exposição pela primeira vez, e, também, com a colaboração de galerias e artistas contemporâneos. “Vai ser uma exposição de grande envergadura, que ocupará todo o primeiro andar do museu e vai, certamente, fazer com que o processo de construção do Festival do Futuro fique ainda mais diverso.”

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