Policiais militares da Bahia entram em greve

Os policiais militares da Bahia iniciaram nesta segunda-feira pela manhã uma "greve branca" em todo o Estado por tempo indeterminado para reivindicar melhores condições de trabalho e um reajuste salarial.

A categoria estima que metade dos 29 mil policiais do Estado tenha aderido ao movimento. O governo avalia que a redução do efetivo foi "baixíssima", mas não divulga dados. Proibidos por lei de fazer greve, os policiais decidiram iniciar uma operação padrão, chamada de "Polícia Legal". Só sairão às ruas os agentes que tiverem feito curso de condução de veículo de emergência e colete à prova de balas –poucos, segundo eles.

Entre as principais reivindicações estão a equiparação salarial com Brasília –o piso baiano é de R$ 1.700 e o da capital federal, R$ 4.000– e a compra de equipamentos e carros.

O governador Jaques Wagner (PT) criticou o movimento, que caracterizou de "precipitado e preocupante". Segundo ele, o governo já abriu licitações para a renovação da frota e dos equipamentos policiais.

O comando da PM, que diz estar aberto ao diálogo com a categoria, pretende utilizar 500 alunos do curso de sargento e 300 cadetes da Academia da PM para fazer o policiamento ostensivo.

Segundo o governador, o ministro Tarso Genro (Justiça) já colocou à disposição do Estado a Força Nacional de Segurança. Em 2001, uma greve da PM baiana durou 13 dias e levou o Exército a ocupar ruas e realizar o policiamento ostensivo.

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