Policiais civis de Pernambuco estão em greve por tempo indeterminado

Os policiais civis de Pernambuco estão em greve por tempo indeterminado desde a zero hora desta terça-feira (3/11). No entanto, durante todo o dia de ontem alguns policiais já entraram na chamada operação tartaruga, sem querer registrar ocorrências normais. De acordo com Cláudio Marinho, presidente do Sindicato da Polícia Civil de Pernambuco (Simpol), a greve terá adesão de 70% da categoria. "Vamos garantir os 30% do efetivo nas delegacias, conforme a lei", comentou.

A categoria reivindica a criação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), reajuste salarial de 63% e mudança no horário dos plantões nas delegacias, que há menos de um mês foi alterado pela Chefia de Polícia Civil. Desde então, os policiais que antes eram rendidos às 8h, depois de um plantão de 24h, passaram a ser substituídos às 13h. "O governador Eduardo Campos prometeu que conversaria conosco para apresentar a planilha salarial em junho. Quando a data se aproximava, ele criou uma lei complementar pedindo 120 dias de dilação de prazo. Agora, em outubro, ele quis estender o prazo novamente. Foi por isso que decidimos pela greve. Não aguentamos mais esperar", afirmou Cláudio.

A greve foi decidida em assembleia na última quinta-feira, depois de uma passeata pelas ruas do Centro do Recife. "Além do salário defasado, estamos trabalhando em péssimas condições e com um regime de plantões desumano. Falta tudo nas delegacias e falta consciência na administração", completou. Hoje, às 9h, o sindicato irá organizar um ato de protesto em frente à delegacia de Paulista para reforçar a insatisfação da categoria. Ao todo, Pernambuco tem 7,6 mil policiais civis. "Apenas os delegados não farão parte da greve", finalizou Cláudio Marinho.

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