Petroleiros fazem ato em Brasília em defesa da Petrobras e do Pre-Sal

Petroleiros realizaram na última terça-feira, 14, em Brasília, um ato político em defesa da Petrobrás e do Pré-Sal, com participação dos movimentos sociais e sindical. 

A manifestação foi convocada pela Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, tendo como foco o enfrentamento ao Projeto de Lei 4567/16, que visa tirar da Petrobrás a função de operadora única do Pré-Sal, bem como acabar com a participação mínima de 30% que a empresa tem garantida nos processos licitatórios para exploração dessas reservas.

Para Victor Frota da Silva, secretário de Juventude da CTB-DF e dirigente do Sindicato dos Urbanitarios – STIU/DF, o ato é uma importante marcação de posição em um momento de forte ataque a empresa e as outras estatais. “Nossa mobilização tem que ser maior a cada dia. estaremos a frnete dessa batalha, mas temos a clareza de que sozinhos a gente não ganha essa batalha. Se não houver um movimento como foi ´o petróleo é nosso`, eles vão sucatear a Petrobrás e levar o Pré-Sal”,  alertou.

O dirigente, que é funcionário da Eletrobras Eletronorte, alerta que no congresso está em tramitação vários projetos para acelerar o desmonte  das estatais rumo à futura privatização. No caso da Petrobras, o PL 131/15, de autoria de José Serra, que altera o regime de exploração do Pré-Sal, foi aprovado no Senado, e está na Câmara para votação.

O ato seria realizado no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados Federais, mas a Presidência restringiu o acesso à Casa, devido à sessão da Comissão de Ética, realizada nesta terça-feira e que aprovou o relatório favorável à cassação de Eduardo Cunha.  Impedidos de entrar na Câmara, os petroleiros e movimentos sociais realizaram o ato do lado de fora, em frente ao Congresso Nacional e depois caminharam em direção ao Palácio do Itamaraty, onde protestaram contra José Serra, ministro interino das Relações Exteriores, autor da proposta que deu origem ao PL 4567/16. Em 2010, quando disputava a Presidência da República, Serra prometeu à Chevron acabar com o Regime de Partilha do Pré-Sal.

Todos os deputados e senadores que participaram do ato foram unânimes em ressaltar que a disputa pelo petróleo brasileiro está no centro do golpe que levou ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff. “Eles já mostraram quais são os seus objetivos. É um ataque organizado contra um projeto soberano de desenvolvimento nacional, que implica em quebrar uma de suas peças estratégicas, que é a Petrobrás”, afirmou o deputado Davidson Magalhães, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, explicando que se o PL 4567/16 for aprovado será o primeiro passo para acabarem com o regime de partilha. “Isso significaria não termos mais o controle sobre a propriedade e o processo de produção do petróleo e do gás”, destacou.

Fonte: FUP

Compartilhar: