Para Benjamin Steinbruch, dono da CSN e vice da Fiesp, ninguém precisa de 1h de almoço. Assista

Em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, o “barão do aço” Benjamin Steinbruch, dono da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), expressou sem constrangimentos sua opinião sobre a desregulamentação dos direitos trabalhistas. 

Ao ser indagado sobre flexibilização, Steinbruch sintetizou o pensamento de setores do empresariado brasileiro – parte deles muito bem representada pela Fiesp – em respostas para lá de reveladoras. 

Para ele, uma hora de almoço, por exemplo, é tempo demais. E direitos como fgts, inss, vales transporte, alimentação e 1/3 de férias? Para Steinbruch tudo isto devia ser negociável entre patrão e trabalhador.

O que pensa Steinbruch sobre os direitos trabalhistas:

“Pô, tem de ver se o empregado quer também. Por exemplo, se você propõe reduzir metade dos direitos dele, e metade vai para o bolso dele, eu te garanto que os empregados vão querer que metade vá para o bolso”.

Sobre o horário de almoço:

“Por exemplo, aqui a gente tem uma hora de almoço. Se você vai numa empresa nos Estados Unidos, normalmente não precisa de uma hora de almoço, porque o cara não almoça em uma hora. Você vai nos Estados Unidos você vê o cara almoçando, comendo um sanduíche com a mão esquerda e operando a máquina com a mão direita. Ele tem 15 minutos para o almoço. Eu acho que se o empregado se sente confortável em diminuir este tempo, porque a lei obriga que tenha esse tempo?”

Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, o vídeo revela o que está por trás da campanha encampada pela Fiesp para derrubar o governo Dilma: sangrar os direitos trabalhistas. “Eles acham isso mesmo: que a classe trabalhadora é que tem de pagar o pato”.

Confira abaixo trecho da entrevista:

#FiespContraOsTrabalhadoresA Fiesp mostra sua cara e revela que quem vai pagar o pato é a classe trabalhadora. A Fiesp…

Posted by CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil on Tuesday, April 5, 2016

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#FiespContraOsTrabalhadores

#FiespContraOsTrabalhadoresA Fiesp mostra sua cara e revela que quem vai pagar o pato é a classe trabalhadora. A Fiesp está nas ruas apoiando um golpe contra a democracia. Mas, mais que isso, ela apoia um golpe contra os direitos dos trabalhadores.

Posted by CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil on Tuesday, April 5, 2016

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