Osmar Oziz para Bolsonaro: “Não é o senhor que vai parar essa CPI”

No cercadinho do Alvorada, Bolsonaro disse a apoiadores nesta quinta-feira (8), sem apresentar provas, que Omar Aziz estaria envolvido em um esquema que desviou R$ 260 milhões dos cofres públicos do Amazonas

O presidente da CPI da Covid rebateu a acusação e cobrou do chefe do Executivo explicações para a denúncia de prevaricação que pesa contra ele após as greves denúncias dos irmãos Miranda, que apontam o envolvimento do líder do governo na Câmara Federal, Ricardo Barros, no asqueroso esquema de corrupção montado no Ministério da Saúde quando o chefe da pasta era o controvertido general Pazuello.

Revelando o quanto está incomodado pelas investigações, no cercadinho do Alvorada Bolsonaro atacou também o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), com a clara intenção de desqualificar presidente e relator da Comissão instalada pelos senadores por determinação do STF.

“Só na cabeça de um cara que desvia do seu estado 260 milhões, como o Omar Aziz desviou, é que pode falar isso aí. Só um cara que tem 17 inquéritos por corrupção e lavagem de dinheiro no Supremo, como o Renan Calheiros, faz”, disse o presidente, referindo-se às acusações de Aziz de que membros das Forças Armadas estariam envolvidos no esquema de corrupção no Ministério da Saúde, segundo a CartaCapital.

Desafio

“Eu nunca lhe acusei de absolutamente nada na presidência dessa CPI. Nunca lhe chamei de ladrão, de fazer parte de esquema de rachadinha”, rebateu Aziz.

“Por isso que lhe faço um desafio. Eu lhe faço um desafio. Vossa excelência procure uma denúncia contra mim, onde eu sou réu em alguma acusação. Não há, porque não tem fatos. Não tem absolutamente nada contra a minha pessoa. Por isso que eu tenho altivez de estar aqui conduzindo isso aqui (CPI) com o maior equilíbrio que eu possa ter, mas eu peço a vossa excelência que quando estiver no cercadinho pense duas vezes no que vai falar, presidente, o senhor é o chefe de uma grande nação”, acrescentou o senador.

Aziz cobrou ainda um posicionamento de Jair Bolsonaro sobre a revelação de que o líder de seu governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), teria orquestrado o esquema de propinas na compra de vacinas.

“Hoje completam 12 dias que mandamos uma carta para o senhor. É a sua chance. Só queremos uma resposta. Por favor diga para a gente que o deputado Luís Miranda é um mentiroso, que seu líder na Câmara é um homem honesto”, disse o senador.

“Não é o senhor que vai parar essa CPI. Acuso-lhe, sim, isso está claro, de falar contra a ciência, de dificultar a vacina”, completou.

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