Olho Crítico: edição especial foca na ameaça aos direitos da classe trabalhadora

Já está nas ruas uma nova edição especial do jornal Olho Crítico, mais compacta e inteiramente dedicada aos direitos ameaçados pelo governo ilegítimo de Michel Temer.

Com a manchete, “Assalto aos direitos”, o jornal destaca as recentes declarações dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Henrique Meirelles (Finanças), de que “têm tropas” para enfrentar as reformas trabalhista e da Previdência Social.

Porta voz da cúpula da atual gestão, Padilha foi enfático sobre as mudanças que vêm por aí: “É fazê-las ou fazê-las”, afirmou em um encontro com empresários, pouco preocupado com a forte reação das ruas, que é contra a retirada de direitos garantidos por lei.

As privatizações recém anunciadas pela gestão de Temer, parte do projeto que leva o indigesto nome de “Crescer”, vão representar um retrocesso sem precedentes ao país, com entrega de setores estratégicos como o pré-sal, campos de petróleo, portos e área energética.

Reportagem do jornal relembra estudo de Marcio Pochmann, de 2000, mostrando que as estatais privatizadas cortaram 546 mil vagas de trabalho entre 1989 e 1999. E mais: as demissões começaram antes da privatização, enquanto as empresas se preparavam para a venda.  

Diante do quadro de crise, o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, alerta em editorial: o interesse que orienta a agenda golpista nada tem a ver com o povo, a modernização ou o combate ao desemprego – apenas visa satisfazer o apetite de lucros dos grandes capitalistas.

“É por esta razão que a agenda social do governo golpista mais parece uma declaração de guerra do capital contra o trabalho”, diz Araújo, e acrescenta: “O usurpador fala em pacificação, mas o que nos propõe é a capitulação sem choro nem vela a uma agenda de retrocesso neoliberal mais perversa do que a que orientou os militares golpistas em 1964. Não terá paz.”

A hora é de ganhar as ruas e o especial Olho Crítico chama para as manifestações dos próximos dias 22 e 29 de setembro, que devem mobilizar trabalhadores e trabalhadoras em todo o Brasil. A primeira, nesta quinta, reuniu as seis principais centrais sindicais em ato político na avenida Paulista, em São Paulo. Outros atos estão programados em todo o país.

Na outra quinta, dia 29, são os metalúrgicos que enviam seu recado. Paralisação e protestos estão previstos em diversos estados como prévia para uma greve geral. O mote que une a todos é Nenhum direito a menos. #OlhoCríticonaLuta #TodosNaRua #CTBEmDefesadosDireitos 

Boa leitura!

Portal CTB

 

 

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