O destino de Eduardo Cunha deve ser decidido hoje na Câmara

Quase um ano depois das denúncias, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) poderá ser cassado nesta segunda-feira (12) na Câmara. A sessão está marcada para as 19h.

A votação em plenário ocorrerá 336 dias após o início da tramitação do processo no Conselho de Ética. O processo de quebra de decoro parlamentar do deputado do PMDB já é o mais longo da história da Casa.

Cunha foi afastado do mandato de deputado em maio por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de obstruir as investigações contra ele. Em julho, o deputado do PMDB renunciou à presidência da Câmara em um tentativa de tentar salvar o mandato.

Ele é acusado de manter contas bancárias secretas no exterior e de ter mentido sobre a existência dessas contas em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado. 

A expectativa é de que os parlamentares suspendam as atividades da campanha eleitoral para participarem da sessão. Após uma forte campanha, principalmente nas redes sociais, dos partidos de oposição e da sociedade, a expectativa é que haja quórum para a votação de hoje. E que Cunha seja cassado. 

Para o deputado do PMDB perder o mandato, pelo menos, 257 votos parlamentares têm de votar a favor da cassação. Como um quórum baixo no plenário beneficia Cunha, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou que só iniciará a votação quando houver a presença de 420 deputados. 

Segundo pesquisa divulgada pelo Estadão, 282 deputados já se declararam a favor da cassação de Cunha.

Portal CTB com agências

 

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