Na Plenária da CTB, Adilson Araújo reflete: “É fundamental dar uma resposta unificada”

Aconteceu nesta quarta-feira (12), no Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo, a Plenária da CTB Nacional e da CTB/SP em preparação à greve geral do dia 28 de Abril. Além das articulações para o ato, foram também discutidas as Reformas Trabalhista e Previdenciária, bem como as estratégias de para enfrentar o governo golpista de Michel Temer.

Além dos sindicalistas cetebistas, estiveram presentes companheiros de dezenas de entidades, incluindo a Nova Central e o PCdoB-SP. Falando na mesa, representantes femininas do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Infantil (Sedin) e da Federação Associações Comunitárias Estado de São Paulo (Facesp) também saudaram o evento com apoio à paralisação do dia 28. Assista a todas as falas da mesa abaixo:

O presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves, foi o responsável pela mediação da mesa, e fez uma curta fala de abertura, conclamando os presentes a participarem da organização do dia 28. “Sem a atuação de cada companheiro, eles não vão pensar duas vezes antes de seguirem tirando os nossos direitos. É isso que a gente tem que fazer agora: botar o povo na rua e não dar trégua para aqueles bandidos”.

Ele passou a fala para o presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Araújo, que fez a fala principal da mesa. Ele fez uma análise da conjuntura nacional com foco nos ataques aos direitos já garantidos pela Constituição de 88, e não poupou críticas aos parlamentares que a estão ignorando. “Eu estava falando hoje com a companheira Nara, de Brasília, e ela me falou que nunca viu algo tão declaradamente nefasto quanto o que está sendo apresentado hoje. É preciso levar isso para os trabalhadores, que a política desenvolvida pelo governo Temer é um ataque ultraliberal do capital contra o trabalho”, disse Adilson, exasperado. “A terceirização, por exemplo, é a tentativa de sepultar a CLT e as obrigações patronais. A situação de hoje, como está, já é bem ruim: nós somos campeões no trabalho escravo moderno, somos o quarto país com o maior número de acidentes de trabalho, e a gente sabe que a terceirização contribui em muito para essas coisas. E não achem vocês que eles vão se dar por satisfeito quando eles terminarem, eles vão continuar tirando direitos enquanto puderem”, alertou.

Para Araújo, a obrigação das centrais, agora, é conseguir manter a luta sindical enquanto fazem o enfrentamento institucional, inclusive com um diálogo franco com os setores mais conservadores da sociedades. “Os direitos deles são os nossos também, não tem distinção. À luz dos 100 anos da greve geral de 17, nós temos uma obrigação de fazer uma mobilização ainda maior que aquela. É por isso que eu digo: o Abril de Lutas é fundamental nesse momento, é preciso dar uma resposta”, conclamou.

Luiz Gonçalves, o “Luizinho” da Nova Central, falou sobre a greve geral. Para ele, deixou de ser uma pauta exclusiva do movimento sindical. “Estamos todos vendo a população se manifestar nas redes sociais. É um momento muito delicado, que vai exigir de todos os cidadãos e militantes que façam trabalho por seis, mas é possível mobilizar as bases para enfrentar o governo”. Ele criticou duramente “alguns aventureiros no movimento sindical”, que têm mantido diálogo com o governo Temer, e argumentou que eles estão dificultando a mobilização da população. “Não adianta criar uma entidade sindical só para fazer arrecadação, tem que fazer a luta também. Nós da Nova Central estaremos juntos no dia 28, paralisando ruas e fábricas”, concluiu.

Depois da mesa inicial, duas palestras atravessaram a tarde: uma apresentação sobre a Reforma Previdenciária pelo Dr. Renan Arrais, e outra, sobre a Reforma Trabalhista, com o advogado e assessor jurídico da CTB, Dr. Magnus Farkatt. As falas foram re-exposições dos temas tratados durante a 17a Reunião da Direção Nacional da CTB, que aconteceu também nesta semana.

Portal CTB

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