MST ocupa prefeituras baianas para exigir melhorias nos assentamentos

Na última terça-feira (10) o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocupou oito prefeituras em municípios da Bahia, para reivindicar melhorias nos assentamentos e acampamentos no estado.

Os trabalhadores rurais exigem a instalação de escolas nos assentamentos e a melhoria das unidades já existentes. Prado, Itabela, Camamu, Igrapiúna, Rodelas, Santa Brígida, Queimadas e Curaçá foram as primeiras cidades que tiveram as prefeituras ocupadas na manifestação que segue até o próximo dia 16 e visa abranger outros municípios.

Segundo a Polícia Militar baiana as ações foram pacíficas e não houve confronto em nenhum dos casos. Segundo Márcio Matos, liderança do MST no Estado, a jornada de luta começou nesta terça e deve continuar até o domingo (16). “Estamos sendo recebidos sem problemas”, garante Matos.

O MST escolheu está época do ano porque é o período em que as secretarias da Educação estão planejando o próximo ano letivo. Normalmente, os trabalhadores rurais concentram suas ações em abril.

Em algumas cidades, como Santa Brígida, Curaçá e Queimadas, os agricultores desocuparam os prédios ainda nesta terça. Em Rodelas, há 533 quilômetros de Salvador, cerca de 50 agricultores continuam na prefeitura e o expediente teve de ser suspenso. No município do Prado, o grupo chegou à prefeitura em cerca de seis ônibus com colchões, barracas e mantimentos.

O prefeito Emanuel Rodrigues Ferreira disse que os sem-terra, que estão acampados há cinco anos no município, reivindicam também que as 150 famílias do movimento sejam assentadas em uma área definitiva. Ferreira disse que está em contato com o Incra para tentar solucionar o caso.

No município de Queimadas, há quase 300 quilômetros de Salvador, o prefeito Paulo Sérgio Brandão Carneiro , disse que estuda a viabilidade de instalar uma escola no assentamento. Atualmente, os estudantes são transportados até uma escola na zona urbana.

Em Curaçá, há 531 quilômetros da capital soteropolitana, no sertão, o prefeito Salvador Lopes Gonsalves (PT) informou que os agricultores foram até a prefeitura para reivindicar que a escola que já existe no assentamento também abra no período noturno para educação de jovens e adultos. Os agricultores também pediram atendimento médico semanal.

Com informações das agências

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