MST aguarda resposta em frente ao Ministério do Planejamento

Cerca de 1.500 integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) estão acampados em frente ao Ministério do Planejamento desde as 9h30 desta quinta-feira (19). Os manifestantes aguardam a resposta a uma solictação de audiência com ministra Miriam Belchior para discutir o corte de recursos para a reforma agrária.

“Queremos medidas concretas para a reforma agrária, o desenvolvimento dos assentamentos, além de políticas para a educação no campo. O contingenciamento de 70% do orçamento da reforma agrária é uma afronta às milhares de famílias acampadas neste país, algumas há mais de 15 anos, que precisam de terra para produzir alimentos saudáveis, créditos e escolas”, disse Alexandre Conceição, integrante da coordenação nacional do MST.

Diversas ocupações já foram realizadas ao londo deste mês com o objetivo de pressionar o governo a implantar a tão desejada reforma agrária. Os manifestantes reclamam da demora no processo de reforma agrária no país e pedem agilidade do governo federal. As ações também fazem parte da chamada “Jornada nacional de lutas por reforma agrária”, promovida todos os anos pelo movimento no mês de abril.

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Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o ministro Pepe Vargas deve anunciar às 17h quais reivindicações do MST serão acatadas pela pasta. Representantes do movimento se reúnem em audiência nesta tarde com Vargas no ministério.

Em Maceió, um grupo ocupou o prédio da superintendência do Banco do Nordeste, no centro da cidade, por volta das 9h. O grupo se reunirá com representantes da instituição. A pauta de reivindicações inclui maior investimento para desapropriar terras no país. Uma das principais reclamações do movimento é que o governo deixou a reforma agrária de lado.

Portal CTB com agências

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