Metalúrgicos de Camaçari obtêm vitória, apesar de crise no setor

 

As vendas de automóveis seguem caindo e provocando demissões no setor metalúrgico. A crise atinge todo o país: mais de 29 mil trabalhadores foram demitidos. As férias coletivas foram o recurso mais utilizado pelas montadoras. Muitas suspenderam as atividades durante a Copa do Mundo, abriram planos de demissão voluntária (PDV) e reduziram salários e jornadas de trabalho.

Ford, Volkswagen, Mercedes-Benz e Man Latin America suspenderam temporariamente os contratos de 2,8 mil funcionários este ano. A Mercedes-Benz adotou o lay-off para 1,2 mil funcionários da planta e mais de 150 funcionários da unidade de Juiz de Fora (MG) ficarão afastados por cinco meses. Na Renault, cerca de quatro mil funcionários tiveram férias coletivas.

Os estímulos do governo ainda não deram o resultado esperado. A manutenção do desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros valerá até dezembro, na tentativa de evitar uma queda ainda maior nas vendas.

Os números são alarmantes. Entre junho e julho, houve queda de 8,6% na venda de veículos e redução de 17,4% da produção. Os pátios seguem lotados, com 382,6 mil unidades paradas no fechamento de julho.

Em meio a isso, na Bahia, o sindicato dos Metalúrgicos conseguiu evitar as demissões em massa. Além disso, os metalúrgicos conseguiram o pagamento de abono de R$ 3.277,00, quase R$ 15 mil de PLR, implementação do novo Plano de Cargos e Salários e aumento real de salários.

O presidente do sindicato de Camaçari, Julio Bonfim, declarou que conseguiram transferir 550 trabalhadores para a área de motor, assegurando seus empregos. Além disso, duas reintegrações de cargo estão previstas para amanhã. Também ressaltou que o governo precisa tomar medidas urgentes para melhorar a economia brasileira como um todo.

Com informações de agências

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