Justiça não consegue sustar greve dos policiais civis

Seis dias após a Justiça ter determinado o fim da greve dos policiais civis cearenses, a ordem permanece sendo descumprida. Ontem, 2ª.feira (10/08), dois oficiais de Justiça tentaram, durante todo o dia, intimar os representantes da categoria, mas os diretores do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpoci) não foram localizados. Estrategicamente, eles não compareceram à sede da instituição.

A atitude do sindicato provocou uma dura reação do secretário-adjunto da Segurança Pública, Nival Freire, que está respondendo interinamente pela Pasta. “Isso é uma falta de respeito à Justiça e à população, que está sofrendo por conta de uma greve que já foi considerada ilegal.” Freire prometeu encaminhar, na manhã de hoje, um ofício à Procuradoria Geral do Estado (PGE), requerendo medidas jurídicas urgentes contra o sindicato.

“Tudo o que juridicamente for necessário fazer, nós faremos para que haja uma responsabilização diante da desobediência judicial. Eu não esperava uma atitude dessa do sindicato dos policiais. Alguém assumirá as responsabilidades. Espero que eles (os líderes da categoria) repensem as suas atitudes”, disse Freire.

Em contato, por volta das 16 horas de ontem, com o vice-presidente do Sinpoci, Marcos Costa, indagado sobre o fato, ele informou que a entidade não foi notificada da medida judicial. A ordem para que a categoria retornasse imediatamente ao trabalho foi tomada na última quarta-feira (05/08) pelo juiz de Direito, Carlos Augusto Gomes Correia, titular da 14ª Vara da Fazenda Pública. Além de determinar o retorno ao trabalho, ele estipulou uma multa diária de R$ 10 mil, em caso de descumprimento.

Compartilhar: