Isultos de Bolsonaro a Paulo Freire despertam indignação generalizada no país

O líder da extrema direita chamou o célebre e ilustre educador brasileiro de “energúmeno”, o que significa, segundo os dicionários, uma pessoa desequilibrada, possuída pelo demônio, adjetivo apropriado para escrever o próprio presidente. A infâmia despertou uma saraivada de críticas provenientes de diferentes setores da sociedade brasileira.

Numa nota em que condena mais este lastimável episódio patrocinado pelo chefe do Executivo, o Sindicato dos Escritores de São Paulo observa que “falta a esse senhor o mínimo decoro exigido à função pública” e pondera que “é momento de as instituições da sociedade civil unidas tomarem providências sérias contra esse cavalheiro”.

Leia a íntegra:

“O Sindicato dos Escritores de São Paulo manifesta profunda indignação para com o tratamento insultuoso reservado pelo sr. presidente da República Jair Messias Bolsonaro ao ilustre educador brasileiro Paulo Freire.

“Referência internacional no campo da educação, Paulo Freire dedicou sua vida à erradicação do analfabetismo e semeou a concórdia por onde passou. Ao ofendê-lo de maneira vulgar e insidiosa, o ocupante do principal cargo do Poder Executivo do Brasil revela sua profunda ignorância e seu total despreparo para o cargo que ocupa.

“Falta a esse senhor o mínimo decoro exigido à função pública. É momento de as instituições da sociedade civil unidas tomarem providências sérias contra esse cavalheiro que, em sua logorreia, mede tudo e todos a partir de sua moral deformada pelo ressentimento, pelo ódio e pela ausência de lucidez.”

Sindicato dos Escritores de São Paulo.

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