Irã acusa EUA e Inglaterra de envolvimento em atentado

O chefe da Guarda Revolucionária do Irã, general Mohammad Ali Jafari, acusou hoje Estados Unidos, Grã-Bretanha e Paquistão por vínculos com os extremistas sunitas apontados como responsáveis pelo atentado suicida que matou ontem cinco altos comandantes e mais 37 pessoas.

Segundo a agência estatal Irna, Jafari afirmou que o grupo por trás do ataque de ontem tem ligações com as inteligências norte-americana, britânica e paquistanesa. Ele alegou que essa entidade atua com o apoio desses países e sob as ordens deles. Jafari disse que o grupo rebelde conhecido como Jundallah (Soldados de Alá) trabalha para minar a segurança no Irã e prometeu uma resposta dura contra a violência.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, acusou extremistas que vivem no Paquistão e exigiu a prisão dos responsáveis. Ele telefonou hoje para o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari. "A presença de elementos terroristas no Paquistão não é justificável, e o governo paquistanês precisa ajudar a prender e punir os criminosos assim que possível", disse o presidente do Irã a Zardari, segundo a televisão estatal iraniana.

Um comunicado da presidência do Paquistão afirma que Zardari telefonou ao colega para condenar o ato. O texto diz que o líder paquistanês recordou os laços históricos entre as nações e afirmou que o Paquistão cooperará com o Irã para enfrentar a militância e as ameaças extremistas.

A explosão de um homem-bomba ocorreu ontem na cidade de Pishin, sudeste do Irã, perto da fronteira com o Paquistão e também do Afeganistão. A Guarda Revolucionária é um corpo militar de elite, com bastante influência na economia iraniana.

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