Informalidade e desalento disparam em 2018

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua publicados nesta quinta (31) aponta que o número de trabalhadores por conta própria em 2018 chegou a 23,3 milhões – mais de um quarto de todos os ocupados no país.

Ao comentar os dados, o diretor Técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, lembrou que “mais de 70% dos empregos gerados entre o primeiro e segundo trimestre de 2048 foram informais, ou seja, sem as proteções oferecidas a quem tem carteira assinada, como férias, 13º salário e FGTS. Neste período, 8,8 milhões de pessoas que estavam trabalhando ficaram desempregadas ou saíram por conta própria do trabalho. Ao mesmo tempo, 9,4 milhões de desempregados conseguiram um emprego. Entre os novos empregados, 74% ficaram na informalidade”, indicou.

Fique de olho

Ainda que a taxa média de desemprego tenha estacionado, a informalidade no mercado de trabalho está em seu nível mais alto e o desalento triplicou – aquelas que desistiram de procurar trabalho. Foram 4,736 milhões em 2018. Eram 1,532 milhão em 2014, segundo o IBGE. 

Mais um dado negativo está no contingente das chamadas pessoas subutilizadas na força de trabalho (as que poderiam estar trabalhando mais horas por semana, por exemplo): 27,401 milhões, crescimento de 3,4% em relação a 2017 e de 45,7% em quatro anos. A taxa de subutilização também foi a maior, 24,4%, ante a de 15,1% registrada em 2014.  

Entre os setores econômicos, a construção civil foi o que mais perdeu mão de obra entre 2017 e 2018, passando de 6,846 milhões para 6,643 milhões (-2,4%). 

Portal CTB – Com informações das agências

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