I CNETD: CTB segue empenhada em obter conquistas para a classe trabalhadora

As discussões no segundo dia da I Conferência Nacional do Emprego e Trabalho Decente (I CNETD) foram calorosas. Nos eixos temáticos, representantes de governo, empregadores e trabalhadores discutiram e aprovaram propostas que irão ao plenário nesta sexta-feira (10).

Joilson Cardoso, secretário de Relações Institucionais da CTB, disse que existem pontos de comunhão, mas a maioria é divergente entre governo, empresários e trabalhadores, e para isso, conta com o apoio dos trabalhadores e das centrais sindicais para reforçar a luta do proletariado. “Estamos em permanente comunhão entre as centrais sindicais para defender a causa trabalhista”, contou.

“Defendemos a autonomia e a liberdade dos trabalhadores em suas atividades. Lutamos pela jornada de trabalho de 40 horas semanais, somos contra o trabalho escravo, infantil, somos a favor das cotas e contra a terceirização”, disse Joilson que completou: “Estamos com uma posição otimista e não iremos consagrar nenhuma proposta com vistas a precarizar os direitos dos trabalhadores”.

Avanço

Iracilda Santos, secretária do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, estado pioneiro em atividades relacionadas a políticas públicas em benefício do trabalho decente no país, diz que a conferência nacional já é um grande avanço e as propostas consolidadas aqui ajudarão a democratização da questão trabalhista do país.

“Precisamos de um referendo legal para denunciar práticas ilegais contra trabalhadores. Até então não existe Lei que coíba práticas discriminatórias de trabalho, seja na questão de gênero ou raça”, completou Iracilda Santos, que é a favor da aplicação da Convenção n° 100 concernente à igualdade de remuneração entre homens e mulheres e o Projeto de Lei n° 6.653/2009 que cria mecanismos para coibir práticas discriminatórias nas relações de trabalho.

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Para Luciana Lopes, da União da Juventude Socialista (UJS), “os trabalhos estão fluindo e espera-se que os conferencistas cheguem a um consenso que beneficie a população”, afirmou a jovem que participou do grupo que definiu as propostas quanto à igualdade de oportunidade e de tratamento, especialmente para jovens, mulheres e população negra.

Reunião com o ministro

Joílson Cardoso, junto com selecionados representantes de centrais sindicais, se reuniu com o ministro do trabalho Brizola Neto no final da tarde desta quinta-feira, 9. O ministro falou da importância da iniciativa dessa conferência e que, o ministério buscou reunir todos os atores da questão trabalhista para discutir melhores condições para todos os segmentos. O ministro comentou ainda do momento de crise financeira e política do mundo que aumenta ainda mais a importância de uma ação que melhore as condições de trabalho dos brasileiros.

Manhã de sexta

A má organização do evento resultou em delegados inscritos em grupos diferentes do que estava previsto nesta manhã de sexta-feira (10) e, alguns deles, nem inscritos estavam em nenhum grupo de trabalho. Além disso, faltou controle para a votação eletrônica e alguns conferencistas se negaram a votar as propostas sem o controle. O controle facilita a mensuração dos votos.

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À tarde é o prazo para entregar novas propostas e ao final do dia, haverá reunião para avaliar os resultados dos grupos de trabalho. No sábado (11) acontecerá a plenária final, quando será concluído o documento final com as propostas a serem entregues ao governo federal.

Apesar da confusão, os trabalhadores seguem unidos ao passo que os empregadores também estão fortalecidos na conferência. No entanto, “todas as bancadas estão unidas em concluir a conferência, realizar o propósito ao qual reunião as delegações em Brasília”, disse Joilson Cardoso.

Mesmo com atrasos, há confiança e otimismo. Para o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do Estado do Ceará, José Tavares, “permanecemos confiantes e vamos tentar matar o tempo perdido para que tudo ocorra dentro do prazo”.

A vitória está perto

“Estamos conquistando a bancada governamental e temos esperança de conseguir dos empresários”, disse Joilson Cardoso. O dirigente conta ainda que é necessário uma contrapartida  que assegure a ideia de que, sempre que houver benefício aos empregadores nas propostas, deve haver benefício aos trabalhadores.

De Brasília, por Régia Vitória
Fotos: Valcir Rosa

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