Governo volta atrás e altera MP que reduzia salários de médicos federais

Após a mobilização dos médicos do serviço público federal contra a Medida Provisória número 568, com a paralisação das atividades em vários estados nesta terça-feira (12), o governo decidiu alterar a proposta para evitar as perdas à categoria. A mudança foi definida em reunião entre a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e o relator da MP, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), líder do governo na Casa. Participaram técnicos do governo.

“O [Ministério do] Planejamento reconhece que tem um erro na MP e vamos corrigi-lo por meio de emenda do senador Eduardo Braga. A ideia é fazer uma tabela de remuneração específica para os médicos”, anunciou Ideli, ao sair do encontro. “Pela primeira vez no país, teremos uma tabela específica para a carreira médica”, confirmou Braga.

A MP trata de planos de carreira, tabelas salariais e gratificações para 30 categorias em diversos órgãos públicos. As entidades médicas calculam que a categoria sofreria redução de 50% em seus honorários se fosse mantido o texto original. O cálculo é que cerca de 50 mil médicos seriam prejudicados.

A Federação Nacional dos Médicos (Fenam) estima que 25 mil dos 45 mil profissionais de saúde federais tenham aderido à paralisação convocada para esta terça-feira em todo o país. Os médicos suspenderam as atividades para pedir a alteração da Medida Provisória (MP) nº 568, de 2012. Durante a paralisação, os serviços de urgência e emergência funcionaram normalmente.

Com informações da Agência Brasil

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