Golpe de Temer custou 1,5 milhão de empregos ao país

Relatório dilvulgado nesta sexta-feira (16) pelo Ministério do Trabalho mostra que a estratégia do Congresso Nacional, que deu vida ao golpe parlamentar, colocando o conspirador Michel Temer no Palácio do Planalto, custou ao Brasil 1,5 milhão de empregos. É bom lembrar que quando a presidenta Dilma Rousseff foi eleita em 2014 com mais de 54 milhões de votos, políticos da oposição disseram que ela não poderia governar e a única forma de fazer isso era com a deterioração econômica.

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Essa estratégia abriu caminho para as chamadas pautas-bomba, levadas adiante por Eduardo Cunha, que impôs ao país altas cargas, paralisando os trabalhos no legislativo. A sociedade pagou caro pelas alianças que permitiram o impedimento da presidenta Dilma Rousseff e não existe nenhuma perspectiva de recuperação a curto prazo. Com a justificativa da crise, que eles mesmos ajudaram a aprofundar, o desgoverno temerista jogará a conta no colo do trabalhador. Mais uma vez, a carga maior vai para o braço mais fraco da sociedade.

Sudeste lidera ranking de demissões

As demissões em massa e as contratações por salários mais baixos afetaram os rendimentos médios reais dos trabalhadores e trabalhadoras, que recuaram 2,56% em 2015 em relação a 2014. Em valores absolutos, a remuneração média individual caiu de R$ 2.725,28 em 2014 para R$ 2.655,60 em 2015.

Entre as regiões, o Sudeste foi a que mais eliminou postos de trabalho, com 900,3 mil trabalhadores a menos. Em seguida, vêm o Nordeste (-233,6 mil) e o Sul (-217,2 mil). Apenas três estados acumularam aumento no número de empregos formais em 2015: Piauí (3 mil), Acre (2,8 mil) e Roraima (2,2 mil).

Em relação à faixa etária, o desemprego afetou principalmente os jovens. Na faixa de 18 a 24 anos, foram eliminados 673,4 mil postos de trabalho, contra 477,8 mil entre 25 e 29 anos, 233,9 mil de 30 a 39 anos, 172,1 mil de 40 a 49 anos, e 107,7 mil na faixa até 17 anos. Somente a categoria acima de 50 anos registrou ampliação de vagas: 154,4 mil.

Agropecuária contratou mais que demitiu

Na comparação por setores da economia, apenas a agropecuária contratou mais do que demitiu no ano passado, tendo criado 20,9 mil vagas formais. Os demais setores registraram quedas, com destaque para indústria de transformação (-604,1 mil), construção civil (-393 mil) e comércio (-195,5 mil).

Divulgada uma vez por ano, a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) é mais ampla que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e engloba não apenas os trabalhadores do setor privado, mas trabalhadores temporários e servidores públicos federais, estaduais e municipais. Para medir o desempenho do mercado de trabalho, a Rais contabiliza a diferença entre as contratações e as dispensas.

Portal CTB – Joanne Mota

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