GE aplica golpe covarde e criminoso nos trabalhadores

Agora é fato consumado. O próprio secretário estadual de Desenvolvimento Econômico do RJ, Júlio Bueno, afirmou que está comprovado o calote da General Eletric (GE) nos trabalhadores.

Em reunião com o presidente do Sindimetal RJ, Alex Santos, e o presidente da CTB, Maurício Ramos, ele revelou que, em conversa com o presidente da GE América Latina, Lionel Ramirez, este tentou “lavar as mãos” diante do problema no qual mergulhou seus empregados.

Desde que foi anunciado o fechamento da unidade de Lâmpadas de Maria das Graças, o Grupo GE prometeu indenizações extras e outras vantagens aos seus funcionários. Mas na prática venderam de forma misteriosa o Parque Industrial Tomas A. Edson (PITAE), de Maria das Graças, a um grupo de laranjas chamado ELP, que agora abandonou os trabalhadores sem prestar qualquer esclarecimento.

Entre outubro e novembro de 2008, foram demitidos 300 funcionários dos cerca de 900. Os funcionários que restaram foram colocados em férias coletivas. Uma série de comunicados informava que a dispensa temporária não prejudicaria os salários e alegava falta de matéria-prima.

No entanto, o que se viu foi o esvaziamento da empresa: as máquinas foram desaparecendo; a matéria prima sumiu; os trabalhadores foram colocados em licença em junho; e agora não saiu nenhum pagamento.

A verdade é que a GE entregou a fábrica a um grupo de laranjas chamado ELP. Segundo os diretores do Sindicato Sandra Mara, Edmar e Antonio Motta, muitos diretores da ELP, como o Sr. Walter Moreira, diretor-presidente da empresa, já pediram demissão de seus cargos temendo conseqüências judiciais.

Os funcionários da GE/ELP foram lesados de uma forma covarde e criminosa! Por isso, os trabalhadores estão se mantendo unidos e organizados. Estão acontecendo permanentemente assembléias no sindicato para debater as saídas cabíveis.

Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro

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