Ipea mostra que formalidade cresce principalmente entre trabalhadores de 25 a 34 anos

Trabalhadores entre 25 e 34 anos foram os mais beneficiados pela formalização do mercado de trabalho brasileiros na década passada, aponta estudo do Instituto de Pesquisa Econôica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quarta-feira (27).

Nesta faixa etária, a proporção de trabalhadores formalizados subiu de 46,3% em 2001 para 54,6% em 2009, o que significou um aumento de 48,2% no número total de ocupações formais para esse grupo etário (um acréscimo de cerca de 4,3 milhões de vagas).

Do ponto de vista demográfico, a formalização nas grandes regiões ocorreu em grande parte no Sudeste. Segundo o levantamento, a região Sudeste permanece a mais formalizada, ainda que tenha sido a que apresentou um menor aumento na proporção de postos formais (subiu de 47% em 2001 para 53,6% em 2009, um aumento de 14%).

O maior avanço na proporção de ocupações formais ocorreu no Nordeste (aumento de 27,4%) que, por outro lado, permanece a menos formalizada, com cerca de 30% das ocupações classificadas como formais.

Em seguida, aparece o Norte, com uma elevação de 24,6% na proporção de postos de trabalho formais (saltou de 26,5% em 2004 para 33% em 2009).

A região Centro-Oeste apresentou o maior aumento absoluto do número de postos formais (quase 54%), no entanto, também apresentou o maior aumento do número de postos informais (quase 10%), evidenciando forte expansão da ocupação nessa região.
Apenas nas regiões Norte e Sul houve uma queda do número absoluto de ocupações informais (reduções de 3,17% e 2,6%, respectivamente).

Carteira de trabalho

O estudo mostra também que a maior parte do aumento percentual de trabalhadores formais na década passada deveu-se ao fato de que as vagas criadas foram majoritariamente formais, e não a uma maior regularização de postos tidos como informais.

Conforme a publicação, o número de postos formais passou de 28,5 milhões em 2001 para 41 milhões em 2009, aumento de 43,5%, sendo que a maior parte se deu por conta do crescimento do número de empregados com carteira de trabalho assinada, que subiu 46%, seguido pelos funcionários públicos, que cresceram 38%. O número de trabalhadores domésticos formalizados subiu 30%.

O estudo mostra como foi  o processo de formalização do mercado de trabalho no Brasil entre os anos de 2001 e 2009. O documento foi desenvolvido a partir da análise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE. A formalização do mercado de trabalho é abordada por características demográficas e da ocupação.

Mesmo com a crise financeira de 2009, o processo de formalização não foi interrompido: conforme o estudo, em termos proporcionais, o avanço dos postos de trabalhos formais passou de 37,9% do total, em 2001, para 44,2% em 2009.

Informais

O número de postos de trabalho não formalizados aumentou entre 2001 e 2009, mas a um ritmo consideravelmente menor. As ocupações informais passaram de 43,7 milhões em 2001 para 47,7 milhões em 2009, um aumento de 9,2%.

Mesmo com o maior avanço dos postos formais, as ocupações informais ainda são em maior número. Das posições na ocupação não formalizadas, o maior aumento ocorreu entre os trabalhadores domésticos sem carteira (20%), seguidos dos trabalhadores por conta própria (12,1%) e dos empregados sem carteira (10,3%). A queda dos postos informais se deu a partir de 2006.

Já o peso das ocupações informais, por sua vez, caiu de 57,9% para 51,5%. A queda absoluta da informalização aconteceu por conta do menor número de pessoas que se declararam ocupadas sem remuneração.

Com informações do Blog do Trabalho

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