Fachin diz que candidatura de Lula em 2018 teria “feito bem à democracia”

O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin disse nesta segunda (17) que a candidatura de Lula em 2018 teria “feito bem à democracia brasileira.”

“O tempo mostrou que teria feito bem à democracia brasileira se a tese que sustentei no TSE tivesse prosperado na Justiça Eleitoral. Fazer fortalecer no Estado democrático o império da lei igual para todos é imprescindível, especialmente para não tolher direitos políticos”, disse.

Em 2018, Lula foi impedido de disputar a eleição com base na lei da Ficha Limpa, que o barrava por causa da condenação em segunda instância no caso triplex. Sua defesa conseguiu uma liminar da Comissão de Direitos Humanos da ONU, para que sua candidatura fosse aceita até que o processo da Lava Jato tivesse trânsito em julgado. Mas o TSE não acatou a ordem internacional.

“No julgamento no TSE em que esteve em pauta a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fiquei vencido, mas mantenho a convicção de que não há democracia sem ruído, sem direitos políticos de quem quer que seja. Não nos deixemos levar pelos ódios”, afirmou Fachin, segundo relatos do Valor Econômico.

A verdade, omitida pelo ministro, é que tanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto o Supremo Tribunal Federal (STF) foram cúmplices do golpe de 2016, que afastou a presidenta Dilma Rousseff, conduziu Michel Temer ao Palácio do Planalto, desdobrando-se na condenação sem provas e prisão do ex-presidente Lula e na eleição de Jair Bolsoanaro em 2018. O STF simplesmente lavou as mãos diante dos crimes praticados pela operação Lava Jato.

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