Exportações de veículos declinam 50% em julho

A produção de veículos registrou queda em julho deste ano, depois de um mês de junho recorde em vendas puxado pela redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado). As exportações, no mesmo período, recuaram mais de 50%, refletindo a queda na demanda mundial provocada pela crise econômica. Apesar deste desempenho, o nível de emprego registrou leve avanço no mês.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), em julho foram produzidos 281,6 mil veículos, o que representa queda de 11,5% em relação ao mesmo mês de 2008. A produção também recuou 0,9% em relação a junho, quando foram produzidos 284,3 mil veículos.

Semestre crítico

As montadoras tiveram um semestre crítico neste ano. De janeiro a julho, a produção soma 1,75 milhão unidades, com queda de 12,9% na comparação com o mesmo intervalo de 2008. Os licenciamentos somaram 285,4 mil veículos em julho, recuo de 0,9% em relação a julho do ano passado e queda de 4,9% em relação a junho deste ano, quando foram licenciados 300,2 mil veículos.

As exportações alcançaram US$ 618,3 milhões em julho, com queda de 3,2% em relação aos US$ 638,9 milhões exportados junho deste ano e de 50,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando as vendas ao exterior totalizaram US$ 1,24 bilhão.

Recuperação do emprego

Em contraste com a queda da produção, o número de empregos nas montadoras registrou em julho um leve avanço de 0,1% em relação a junho, com aumento de 87 vagas, totalizando 119.598. É o primeiro resultado positivo do emprego no setor depois de oito meses de demissões, o que traduz a recuperação do mercado interno. Na comparação com julho de 2008 (quando 129.362 operários estavam empregados no ramo), as empresas apresentam queda de 7,5%.

A Anfavea informou que considera tanto os empregos efetivos quanto os temporários. Até outubro, quando a crise se gravou no setor, eram 131.717 empregados nas montadoras. O corte em novembro de 2008 havia sido o primeiro desde dezembro de 2006. Desde então 12,2 mil vagas foram eliminadas.

(Portal CTB, com agências)

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