Em seu depoimento, Belluzzo detona Janaína Paschoal e desmascara golpe. Assista!

Na reta final do processo de impeachment da presidenta eleita pelo voto popular, Dilma Rousseff, o professor e economista Luiz Gonzaga Belluzzo não poderia ser mais transparente ao demonstrar a total inexistência de qualquer crime de responsabilidade praticado pela presidenta.

“Vou tratar isso com um pouco de bom humor, porque eu acho que, em 2015, não houve uma pedalada, houve uma ‘despedalada'”, disse Belluzzo.

“No momento em que a economia estava se contraindo, estava perdendo receita, a presidente fez um contingenciamento de mais R$ 8,5 bilhões em cima de um contingenciamento que já tinha ocorrido, de R$ 70 (bilhões)”, falou ele, descaracterizando as tais pedaladas.

“Eu só aceitei vir aqui testemunhar porque considero que o afastamento da presidente pelos motivos alegados é um atentado à democracia”, completou. Para ele, a presidenta Dilma teve é “excesso de responsabilidade fiscal”.

“Ao contrário, eu vou repetir, do que aconteceu da suposição de que ela cometeu um crime de responsabilidade, na verdade, ela procurou correr atrás da queda, e correr atrás da queda não deu certo”, disse Belluzzo. “Foi o contrário: ela foi excessivamente responsável, excesso de responsabilidade fiscal”.

Na fase final, a advogada Janaína da Conceição Paschoal pediu que se explicasse o que são as pedaladas fiscais e ele respondeu que o importante é o efeito fiscal das medidas. “Precisamos olhar os efeitos no seu conjunto. Os aportes do governo no BNDES foram muito importantes, precisamos falar sobre os efeitos fiscais”.

“Com todo o respeito, o senhor não respondeu ao que eu perguntei”, insistiu Paschoal. “A economia brasileira sofreu os efeitos da crise, sim. O que eu afirmo é que, nesse ambiente, nós quisemos fazer um ajuste fiscal que só agravou a situação. É isso que eu quero dizer com toda a franqueza”, afirmou Belluzzo.

Assista Belluzzo detonando golpe 

Belluzzo insistiu na falta de crime de responsabilidade de Dilma. “Deveríamos discutir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), porque numa ocasião de crise é difícil manter esses critérios. Diria mais, até agrava a situação”. 

O professor e economista foi mais um depoimento a demonstrar que o processo de impeachment é uma farsa com roteiro previamente traçado, pelo qual as raposas passarão a tomar conta do galinheiro. E o Brasil pode voltar a ser uma “República de Bananas”, basta ver as atitudes do ministro interino da Relações Exteriores, José Serra.

Portal CTB com agências

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