Em 10 anos, emprego com carteira assinada sobe de 55% para 64%

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O percentual de trabalhadores com carteira assinada no Brasil subiu de 54,8% para 63,9% entre 2000 e 2010. Os dados fazem parte dos resultados do Censo 2010 divulgado nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em todas as regiões, o percentual da categoria com carteira de trabalho assinada no contingente de empregados apresentou crescimento expressivo, segundo o instituto.

Na região Norte, o indicador passou de 37,4% em 2000 para 47,3% em 2010. No Nordeste, a taxa passou de 41,4% para 49,1%, no Sudeste, de 61% para 70,9; no Sul a variação foi de 63,5% para 72,1% e no Centro-Oeste, de 47% para 59,5%.

Crescimento

Para especialistas, a maior formalização do emprego vem em resposta ao crescimento econômico do país nos últimos anos. “De 2000 a 2010, houve crescimento do nível da ocupação, com mais absorção das pessoas no mercado de trabalho. E isso veio acompanhado de uma melhora na situação econômica das famílias”, comentou Wandeli Guerra, consultora do IBGE.

Para Wagner Gomes, presidente da CTB, os números mostram que as centrais sindicais fizeram a opção correta, ao optar, em três eleições consecutivas, pelo projeto de governo que permitiu esse crescimento da formalidade. “Apesar da política macroeconômica ainda ser muito conservadora, ao longo dessa década tivemos políticas que começaram a deixar para trás a herança maldita dos anos 90. Com Lula e Dilma, a classe trabalhadora obteve avanços importantes, que poderão nos conduzir a um período mais próspero, com maior desenvolvimento”, afirmou.

Wagner Gomes entende que, para a sociedade brasileira continuar obtendo avanços, é necessário um enfrentamento a algumas das políticas que emperram o desenvolvimento do país. “Precisamos continuar reduzindo os juros e apostar em um projeto que valorize a produção, que beneficie os setores que realmente geram renda e empregos de qualidade no país”, defende o dirigente.

Renda salarial

A diferença salarial entre homens e mulheres caiu na década. De acordo com dados do Censo 2010 divulgados nesta sexta-feira, o rendimento médio mensal de todos os trabalhos ficou em R$ 1.344,70, alta de 5,5% de 2000 para 2010. Contudo, o incremento para as mulheres (13,5%) foi maior do que o dos homens (4,1%), reduzindo a distância entre as remunerações. Em 2000, a remuneração delas representava 67,7% da deles. Em 2010, sobe para 73,8%. Aumento da escolaridade feminina e maior presença no mercado de trabalho ajudam a explicar os avanços, segundo especialistas.

Dos 80 milhões de ocupados em 2010 com rendimento, 46,9 milhões eram homens, que recebiam, em média, R$ 1.509,62. Já as 33,7 milhões mulheres tinham rendimentos médios mensais de R$ 1.115,20. Apesar das diferenças dos ganhos, a distância entre os rendimentos caiu em todas as regiões do país.

Com agências

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