Eleições 2018: extrema-direita contra o trabalho digno

Um dos grandes desafios pós eleições 2018 é garantir a retomada do emprego digno. MAs, esse não é o compromisso o candidato do PSL à Presidência da República.

Jair Bolsonaro já sinalizou que “é melhor ter empregos do que direitos”. Ele também foi contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 66/2012, também conhecida como PEC das Domésticas – que virou Emenda Constitucional 72.

Bolsonaro afirmou ser contra o projeto acabaria gerando milhões de desempregados. Ele confirmou seu descompromisso e repetiu o discurso patronal de que não daria para bancar para as domésticas os mesmos direitos dos trabalhadores da iniciativa privada. Ele também votou pela aprovação da Reforma Trabalhista.

Reforma não gerou emprego

As taxas recordes de desemprego que vêm sendo registradas pelos diferentes institutos de pesquisa mostram o estrago que a reforma Trabalhista de Temer só piorou. Não gerou os prometidos milhões de emprego, o que gerou foram precarizados (intermitentes e com salários menores) e impactou inclusive, para pior, o emprego doméstico.

Segundo a economista Marilane Teixeira, do Cesit-Unicamp, a crise econômica brasileira que derrubou as taxas de emprego diminuiu o orçamento das famílias, o que fez cair também a contratação de trabalhadoras domésticas. Para piorar ainda mais a situação, a reforma de Temer que Bolsonaro aprovou diminuiu a formalização no setor.

No primeiro semestre de 2018, as contratações de domésticas sem carteira, cresceram 7,5%, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad/Contínua.

Jornal CTB – Com informações das agências

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