Educadores e estudantes brasileiros querem Dilma para o Brasil avançar

 

A presidenta Dilma esteve em São Paulo nesta quarta-feira (15) para receber apoio de mais de 2 mil representantes do movimento educacional do Brasil inteiro. Dilma agradeceu a manifestação dos educadores e estudantes, justamente no Dia do Professor e defendeu o engajamento nessa campanha para mostrar ao povo os dois projetos em disputa nesta eleição. “Não podemos permitir a volta da política de concentração de renda”, disse. E garantiu que “caminhamos com a verdade e eles com a mentira. Nós com esperança, eles com o ódio”. Manifestantes exaltam a entrade dos filhos de trabalhadores nas universidades com o Programa Universidade Para Todos dos governos Lula e Dilma. “O ato foi fundamental para fortalecer ainda mais a candidatura de Dilma. Somente na rede pública do ensino fundamental e médio são mais de 2 milhões de educadores dispostos a trabalhar pela reeleição da presidenta, que é o melhor para a educação”, definiu a professora Ísis Tavares, presidenta da CTB-AM.

Para ela “Dilma começou a desatar o nó da educação ao preconizar a valorização profissional e a formação das professoras e professores como essencial para a melhoria nessa área fundamental para o avanço da sociedade e a melhoria de vida da classe trabalhadora. Os trabalhadores da educação confiam no próximo governo da presidenta para avançar ainda mais nas conquistas que já tiveram”. Ísis cita o Piso Salarial como um dos probvlemas a ser resolvido, pois “muitos governantes não entenderam a importância do piso salarial com referência à melhoria do ensino no país todo”.

A educadora critica com veemência a tal “meritocracia” adotada pelos governos tucanos como avaliação do desempenho dos profissionais da educação. “a meritocracia acabou com a escola pública nos Estados Unidos e a própria criadora do método Diane Ravitch reconheceu que a aplicação desse tipo de avaliação detruiu o ensino público em seu país”, acentuou. “Não somos contra avaliação, ams defendemos uam avaliação diagnóstica que identifique e solucione os problemas”, reforçou. “Criar ranking entre as escolas de forma totalmente arbitrária, significa aumentar o foço entre as comunidades com maior ou menor poder aquisitivo. Significa tirar investimentos de quem mais precisa deles”, explicou Ísis. Para ela, “a meriitocracia visa beneficiar o ensino privado e acabar com a escola pública”.

O discurso da presidenta foi a tonalidade do ato das professoras e professores brasileiros, com apoio dos estudantes. “Não se constrói educação de qualidade sem a valorização profissional dos educadores”, disse Vic Barros, presidenta da UNE (União Nacional dos Estudantes). O ato foi transmitido via internet para 12 estados espalhados pelas cinco regiões do país, sem nenhuma discriminação. Vic complementa seu discurso a afirmar que “hoje o Brasil transforma petróleo em educação”, em referência à determinação do governo Dilma de destinar 75% dos royalties do pré-sal à educação e 25% à saúde, além de 50% do Fundo Social do pré-sal.

Vic levou uma Carta dos Estudantes de apoio à reeleição da presidenta. “A mudança da gente é seguir avançando com Dilma”, concluiu. Estavam presentes no ato também diversos reitores de universidades federais que relataram como era a vida antes de Lula assumir a Presidência em 2003. “Os professores apoiam Dilma, porque sabem o que significou a década de 1990 para a educação do país”, acentuou Madalena Guasco Peixoto, coordenadora-geral da Contee (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino). “Lula e Dilma deram voz aos educadores, aos estudantes e a educação vem avançando na defesa de um projeto nacional de desenvolvimento soberano e democrático”, preconizou.

Madalena reforça que o “PSDB tem medo do povo”, por isso se esconde no escudo da mídia golpista. O recém-eleito deputado federal Orlando Silva falou que o “o professor não precisa de bônus e sim de salário”. Para ele, “a educação tem que ser a porta da liberdade e da autonomia”.

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“Os educadores conhecem bem a política educacional dos governos tucanos, onde na época de FHC muitos ganhavam menos que o salário mínimo pelo país afora e atualmente nos estados governados pelo PSDB somos tratados na base da violência quando reivindicamos melhorias salariais”, disse a presidenta da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Maria Izabel Azevedo Noronha. 

“A diferença do passado é que hoje o filho do pedreiro pode cursar universidade”, referendou a presidenta da UNE. Dilma ressaltou que realizar mudança na questão do pré-sal é retirar a possibilidade de destinação de R$ 1,3 trilhão para a educação. “Voltar ao modelo de concessões do petróleo “e entregar o pré-sal de bandeja às multinacionais”, preconizou. O essencial neste dia, afirmou Dilma, é “dar às professoras e professores o reconhecimento social do país”.

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O ato desmentiu a assertiva de Fernando Henrique Cardoso de que quem vota em Dilma é “mal informado”. Inclusive estava presente com seu apoio à Dilma, Miguel Nicolelis, um dos cientistas mais importantes do mundo. “Nestes 12 anos valorizamos o ensino público da creche à pós-graduação”, reforçou. Dilma garantiu que “vamos continuar avançando em mais conquistas para todos os brasileiros em todos os setores da vida”. Como exalta o brado da juventude: “é 1, é 3, é Dilma outra vez”.

Por Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

Fotos: Ichiro Guerra 

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