Economista da CNI acha que indústria ainda não superou efeitos da crise

A indústria brasileira ainda não superou totalmente os efeitos da crise econômica mundial, na opinião do economista da CNI (Confederação Nacional da Indústria) Flávio Castelo Branco. "Vemos que a indústria vem tentando recuperar o nível de produção de alcançado um ano atrás. Mas, quando fazemos a comparação com um ano atrás,

vemos que ainda não superamos os efeitos da crise", afirmou.

De acordo com dados divulgados hoje pela confederação, todos os indicadores industriais apresentam queda em setembro na comparação com o mesmo mês de 2008. O faturamento da indústria caiu 4,7%. O emprego recuou 4,8%, enquanto as horas trabalhadas caíram 10,4% e a massa salarial teve queda de 3,9%. A utilização da capacidade instalada da indústria também foi reduzida, passando de 83% em setembro de 2008 para 79,3% neste ano.

Recuperação só em 2010

Para Branco, a recuperação total da crise pela indústria só se dará em 2010, “em algum momento no primeiro semestre", prevê.  Na comparação mês a mês a situação já não é a mesma. A maioria dos dados é positiva. Em setembro o faturamento cresceu 1% em relação a agosto, o nível de emprego subiu 0,2% e as horas trabalhadas, 0,4%. A massa salarial, porém, ficou estável e a utilização da capacidade instalada voltou a cair, para 79,8% contra 80,2% em agosto. Em setembro do ano passado, a utilização do parque produtivo foi de 83%.

"Temos folga para atender a demanda que vai crescer no final do ano sem gerar qualquer pressão sobre a capacidade produtiva", completou Branco. Outro problema é com os investimentos, em parte refletido na produção interna de máquinas e equipamentos, que caiu de forma ainda mais acentuada e parece mais distante da recuperação. É possível crescer ampliando a capacidade produtiva, mas isto tem limites. Sem novos investimentos a economia tende à estagnação ou recessão.

(Portal CTB, com agências)

 

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