Décima morte na Construção Civil de São Paulo em poucos meses

O setor da Construção Civil é o que mais mata no Brasil. Ainda mais quando se sabe que a maior parte dos acidentes – fatais ou não – deixa de ser oficialmente comunicado ao Sindicato e a entidades especializadas no assunto.

Um exemplo? No último dia 27 de junho, o companheiro Valdir Laurentino de Brito, 42 anos, morreu ao cair do 5º andar de um prédio em construção na Praça Francisco Sampaio Viana, número 54, de responsabilidade da construtora Porto Ferraz.

Segundo assessores de base do Sindicato, o trabalhador estava colocando uma bandeja, quando a madeira de suporte quebrou.

Foi lavrado Boletim de Ocorrência sobre o caso na 35ª Delegacia de Polícia (Jabaquara).

“Em visita de inspeção realizada hoje (22 de julho), nossos assessores constataram inúmeras irregularidades na obra. A pior delas é a falta de equipamentos de segurança, individuais e coletivos. Laurentino, por exemplo, não estava usando cinto de segurança. E veio a falecer graças à irresponsabilidade patronal”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, Antonio de Sousa Ramalho.

Capacete? Não tem. Luvas e óculos, também não. Os 14 operários da construtora estão com o salário atrasado e sem receber cesta básica e café da manhã.

Ramalho salienta que essa é a décima morte em poucos meses nos canteiros da Grande São Paulo.

“Tomaremos severas providências contra os abusos da Porto Ferraz e não descansaremos enquanto a família de Laurentino não for devidamente ressarcida”, conclui Ramalho, sem descartar a interdição da obra.

Com Assessoria de Imprensa do Sintracon-SP

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