93% das negociações resultaram em aumento de salário

 

O balanço feito pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese) envolve 340 acordos e convenções coletivas negociadas durante o primeiro semestre deste ano no comércio, indústria e serviços. O resultado, embora inferior ao do ano passado, é considerado positivo diante do fraco desempenho da economia no período. O aumento real, obtido em 93% dos casos pesquisados, ocorre quando os trabalhadores e trabalhadoras conquistam reajustes superiores à inflação, no caso medida pelo Índice Nacional de Preços (INPC) do IBGE.

Observou-se maior incidência de aumento real entre 1% e 2%. Oito negociações tiveram resultado negativo, com índices de reajuste abaixo do INPC. Tendo em conta o cenário econômico, o resultado geral superou a expectativa dos analistas e do próprio movimento sindical. Os comerciários, nos ramos do varejo, atacado, minério e derivados, se destacaram na conquista de aumentos.

Já no setor da Indústria, os reajustes médios embutiram de 1% a 2% de aumento real. Os três maiores reajustes na indústria foram:

atividadeeconomica

Maiores aumentos reais médio na atividade do comércio em 2014:

atividadeeconomica2

 

Setores que obtiveram maior aumento real na atividade de Serviço em 2014:

atividadeeconomica3

O maior aumento real médio ocorreu no setor de serviços, sendo notável nos ramos de transportes, turismo e hospitalidade, estimulados pela Copa do Mundo. No ramo de transporte a ação dos sindicatos, com greves e manifestações, explicam os bons resultados, assim como no ramo de limpeza e conservação urbana e outros.

Destacaram-se também os ganhos reais nas negociações dos trabalhadores na indústria da construção e mobiliário. Para Airton dos Santos, Coordenador de Atendimento Técnico Sindical do Dieese, o resultado do primeiro semestre em seu todo é positivo, principalmente considerando o fraco desempenho da economia brasileira, com baixo crescimento e juros altos. Mas em contraste com o cenário do PIB, o comportamento do mercado de trabalho tem sido favorável, com a taxa média de desemprego nas regiões metropolitanas medida pelo IBGE oscilando em torno de 5% da População Econômica Ativa, fator que certamente contribuiu positivamente para o resultado das negociações.   

Fonte: Dieese. SAS – Sistema de Acompanhamento de Salários.

Compartilhar: