Dia Nacional de Paralisações registra greves e atos em 19 estados brasileiros

Ao menos 19 estados aderiram aos protestos e paralisações contra a “PEC do Fim do Mundo” nesta sexta-feira (11). Organizados pela Frente Brasil Popular, os atos somaram dezenas de milhares de pessoas por todo o país, reunindo diversas categorias em um “ensaio para uma greve geral” – palavras do próprio presidente da CTB/SP, Onofre Gonçalves.

Em São Paulo, a Praça da Sé foi o palco para uma manifestação que reuniu mais de 5 mil pessoas no período da tarde. A pauta dos discursos da noite foi dupla: primeiramente, contra a presidência golpista de Michel Temer, mas também contra a aprovação da proposta que congela dos orçamentos de saúde, educação e serviços públicos por 20 anos. Como em outras cidades, as lideranças falaram de forma unitária sobre esses temas. Confira o discurso do presidente da CTB, Adilson Araújo, no vídeo abaixo.

Adilson lembrou que esta não é a primeira vez que a classe trabalhadora tem que enfrentar um presidente neoliberal no Brasil. “Foi naquele momento, sob a presidência de FHC, que a classe trabalhadora conseguiu formar o acúmulo de forças em torno dos programas estruturantes que impactaram na vida do nosso povo. E nós vamos fazer isso de novo!”. Ele mencionou, no entanto, que existem diferenças fundamentais entre aquele momento e esse, em especial o uso político do Judiciário para a aprovação de medidas sem a necessidade de diálogo com o Congresso Nacional.

Ao final, declarou: “É necessário compreender o papel da unidade neste momento. Mostraremos ao presidente sem voto que nossa força vem de longe e que ninguém deve ousar tocar em nossos direitos”.

A defesa desses ideais ecoou em todos os estados participantes. No Distrito Federal, os atos reuniram centenas de pessoas no Museu Nacional e Esplanada dos Ministérios, além de registrar paralisações na Universidade de Brasília e em diversos órgãos públicos. Em Manaus, mais de 2 mil pessoas participaram, inclusive a presidenta da CTB-AM, Ísis Tavares. “Nós visitamos escolas e postos de trabalho, promovendo debates e levando informações às bases”, disse. Ela ressalta também que ocorreram protestos em inúmeras cidades do interior do Amazonas. A cidade de Vitória viu mobilização similar, com mil pessoas.

O presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves, também deu um depoimento sobre a importância dos esforços coordenados para está data, enfatizando as diversas paralisações realizadas na metrópole paulista. “É um passo muito importante para a construção da greve geral, e nós vamos preparar outro ato nacional, que pode ser ainda maior do que este”. Confira a fala do dirigente cetebista:

Em comum, todos os discursantes apontaram a falta de representatividade popular de Michel Temer como fator para pedir seu afastamento, assim como a anulação das medidas tomadas por seu governo usurpador.

A PEC 55, apelidade de PEC da Morte, do Fim do Mundo, da Maldade ou dos Ricos, muda a Constituição brasileira e determina um congelamento dos investimentos sociais por 20 anos. O objetivo de se lançar mão de uma medida tão radical seria reorganizar as contas do país – razão que é derrubada por 9 em 10 economistas, que vêm benefícios apenas ao mercado financeiro e ao pagamento dos juros da controversa dívida pública brasileira.

A construção do próximo ato já está em andamento, e sua data de execução determinada para o dia 25 de novembro, daqui a duas semanas. Os detalhes desta nova data, no entanto, ainda estão indeterminados. O Portal CTB informará assim que possível sobre as determinações da Frente Brasil Popular.

Dia de Paralisações contra a PEC da Morte

Portal CTB

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