Dia da Empregada Doméstica: cresce formalização em SP

Às vésperas do Dia a Empregada Doméstica, comemorado na última segunda-feira (27), o Dieese divulgou uma pesquisa, na qual aponta o crescimento da formalização do emprego doméstico em São Paulo.

Segundo pesquisa, cresce a tendência de formalização no setor: as mensalistas com carteira cresceu de 31,4% para 40,9% no ano passado. A participação de mensalistas sem carteira foi de 43,9% para 20,3%. Também cresceu o número de diaristas, de 24,7% para 38,7%.

“Algumas características da ocupação já vinham se alterando ao longo do tempo, como a drástica redução entre as empregadas domésticas que dormiam na residência em que trabalhavam”, afirma pesquisa. Esse contingente representava 22,8% em 1992, e agora são apenas 2%.

Formalização que também colaborou para o incremento nos ganhos das domésticas em torno 6%, entre 2013 e 2014.

De acordo o coordenador de atendimento sindical do Dieese, Airton Santos, o crescimento do rendimento médio por hora das mensalistas com carteira assinada que subiu de R$ 6,50 em 2013 para R$ 6,89 no ano passado.

Outra dado relevante destaca o coordenador é o aumento do número de domésticas que contribuem para a Previdência, chegando a 52%. Entre as com carteira assinada, esse índice é de 100%, o que contribuiu para a elevação geral.

De acordo com o, os avanços alcançados pela classe foram impulsionados pela aprovação, em 2013, da PEC das Domésticas.

Segundo o analista, a regulamentação trouxe “melhorias nas condições de trabalho, salário e previdência”, que foi conseguida “não sem muita luta da parte da categoria”, e lembrou que o trabalho doméstico é, ainda, uma das principais alternativas para a inserção ocupacional feminina.

Apesar dos avanços obtidos, as entidades afirmam que há antigos desafios a serem superados no sentido de valorizar a profissão, que têm a menor remuneração entre os ocupados, apesar de ter evoluído nos últimos anos.

Portal CTB com Dieese e agências

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