Desaprovação do governo Bolsonaro salta de 37% para 54% desde o início do ano

De acordo com a pesquisa Exame/Ideia, a desaprovação de Jair Bolsonaro, que pulou de 37% em janeiro para 54%, percentual igual ao registrado em junho do ano passado, no auge da primeira onda da pandemia. O sentimento predominante no povo brasileiro favorece a campanha Fora Bolsonaro

Pesquisa EXAME/IDEIA, divulgada nesta sexta-feira (23), apontou que a avaliação do governo Jair Bolsonaro chegou ao pior patamar desde que ele assumiu o cargo, em janeiro de 2019. Ao todo, 54% dos entrevistados desaprovam a maneira como ele trabalha. O índice era de 37% em janeiro de 2021.

Outros 25% aprovam a gestão dele (eram 26% em janeiro deste ano), e 20% são indiferentes (eram 24% no primeiro mês deste ano).

O gráfico da pesquisa tem o desenho conhecido como “boca de jacaré”, utilizado para explicar tendências fortes na opinião pública; no caso, de explosão da desaprovação de Bolsonaro contra uma redução acelerada de sua aprovação. Veja:

pesquisa ideia

De acordo com o levantamento, a desaprovação é maior na parcela de pessoas com idade entre 30 e 39 anos (57%) e entre os moradores das regiões Nordeste (60%) e Sudeste (58%). Na região Norte, Bolsonaro tem o maior índice de aprovação (51%).

As estatísticas mais favoráveis ao presidente continuam predominantemente entre os evangélicos (44%), sua maior fortaleza.

“A avaliação ruim é consequência de três fatores. O primeiro é a sensação de que a o ritmo de vacinação ainda não decolou. Em segundo, a gente teve semanas com recordes em relação ao número de mortos em decorrência da covid-19, e isso atrapalha a avaliação presidencial. Por último, a população não percebeu até agora um efeito positivo da nova rodada do auxílio emergencial”, avalia Maurício Moura, fundador do IDEIA, instituto de pesquisa.

Os dados por faixas de renda indicam que a rejeição ao governo do líder da extrema direita é maior entre os mais pobres. Para aqueles que pertencem às classes D e E, 55% não concordam com a maneira como Bolsonaro trabalha. É justamente a parcela mais impactada pelo auxílio emergencial.

Foram entrevistadas 1.200 pessoas entre os dias 19 a 22 de abril por telefone. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

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