CTB participa de debate na Contag sobre perspectivas do sindicalismo

Com o objetivo de refletir sobre a atual conjuntura do sindicalismo brasileiro no campo e na cidade, seus principais desafios e tendências, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) promoveu nesta semana a Oficina Nacional de Capacitação para Acesso ao Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES). Nesta terça-feira (15), o secretário-geral da CTB, Pascoal Carneiro, representou a Central em um dos debates.

O encontro ocorre no auditório da Escola Nacional de Formação da Contag, em Brasília, com a participação de representantes das 27 federações de trabalhadores e trabalhadoras rurais (Fetag’s) de todo o país e assessores.

O dirigente da CTB destacou o fato de cerca de 1500 sindicatos filiados à Contag apresentarem problemas de registro no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por conta de problemas causados pela própria burocracia governamental. “Entendemos que o Ministério deve regularizar esses sindicatos, que existem há muito anos e que só ficaram em uma situação irregular por conta de problemas criados pelo MTE”, defendeu Pascoal Carneiro.

Em sua exposição, o secretário-geral da CTB também deixou claro o posicionamento da entidade em relação à unicidade sindical. “É preciso que o Ministério aperfeiçoe seu sistema de cadastros a partir do conceito da unicidade, de modo a evitar a proliferação de sindicatos fantasmas”, argumentou.

Para a Contag, o MTE está esvaziado e sem prestígio. “Precisamos fazer uma força- tarefa para esse Ministério enquanto um condutor das políticas da classe trabalhadora, com uma posição de destaque dentro desse governo”, defende Juraci Souto, secretário de Formação e Organização Sindical da entidade.

Nesse sentido, a Contag acordou com as centrais uma ação conjunta. “Cabe a nós ocuparmos esse espaço (o Ministério), dando a nossa contribuição. Não podemos achar que apenas ele (o novo ministro, Brizola Neto) construirá essa política sozinho. As centrais precisam estar juntas nesse processo. O ministro parece bem intencionado, mas não basta só isso. Para que tenhamos um bom ministro, isso depende também de nós”, analisa Juraci.

Com informações da Agência Contag

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