CTB participa de ato político pela PEC do trabalho escravo

A CTB participou nesta terça-feira (8), em Brasília, do ato político organizado por diversas entidades, em prol da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438/2001, que trata do fim do trabalho escravo no país.

Para Joílson Cardoso, secretário de Políticas Institucionais da CTB, o ato foi importante para demonstrar à sociedade a necessidade de aprovar no Congresso Nacional a referida PEC. “O movimento foi muito amplo, com a participação de importantes setores da sociedade. Acredito que obteremos uma grande vitória”, declarou.

O ato, no entanto, foi apenas um dos pontos da extensa agenda cumprida pela CTB e diversas entidades nesta terça-feira, data em que a PEC do Trabalho Escravo deve ser levada ao Plenário da Câmara Federal.

Pela manhã, representantes de diversas entidades se reuniram com o presidente do Congresso, o deputado federal Marco Maia (PT-RS), para obter seu apoio em torno da pauta. Durante o encontro, ele sugeriu um “corpo a corpo” junto aos demais parlamentares, no sentido de pressioná-los. “Temos muitos deputados indecisos que precisam de convencimento por parte de todos nós para chegar a uma votação favorável”, disse Maia.

O professor de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV) Pedro Abramovay, ex-secretário nacional de Justiça, entregou ao presidente da Câmara uma petição com quase 58 mil assinaturas em apoio à aprovação da PEC.

Pressão conservadora

Por sua vez, a bancada ruralista também tem se mexido, no sentido de tentar retirar a PEC da pauta do dia, alegando que o texto tem uma série de inconsistências. Como resultado, a votação da matéria, que iria ser realizada nesta terça-feira, foi transferida para a quarta-feira (9).

Joílson Cardoso destacou que as bancadas de PSB, PCdoB, PDT e PT fecharam questão sobre a PEC, prometendo votar unidos pela sua aprovação sem nenhuma alteração. “A CTB também está de acordo com esse ponto de vista. Estamos de acordo com os conceitos de seu texto, baseados nas orientações da Organização Internacional do Trabalho. Sabemos muito bem o que é trabalho degradante e exploração”, destacou.

Com informações da Agência Câmara
Fotos: Valcir Rosa

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