CTB participa de protesto contra propinoduto tucano

Nem a garoa, nem o frio espantaram os cerca de três mil manifestantes que saíram às ruas de São Paulo, na última quarta-feira (14), para protestar após as denúncias de corrupção no metrô e na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), durante a gestão do governo Geraldo Alckmin (PSDB). 

Apelidado como “propinoduto tucano” o caso foi denunciado pela multinacional Siemens, os manifestantes exigiram a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a suposta formação de cartel entre o governo tucano e empresas que teriam embolsado cerca de R$ 445 milhões. 

“Chega de sufoco” e “Fora, Alckmin” foram as principais consignas aclamadas pela população, que denunciou as péssimas condições do transporte, a concentração começou no Vale do Anhangabaú e depois houve uma caminhada pelas ruas do centro até chegar à Praça da Sé. 

O presidente estadual da CTB São Paulo, Onofre Gonçalves, que participou junto com a delegação da Central na manifestação acredita que atos como este são fundamentais. 

“Nós achamos que o governo Alckmin é o responsável por isso. Nós, que há muitos anos estamos combatendo a terceirização, estamos combatendo as multinacionais no Brasil, que formam cartéis ao longo dos anos, não tínhamos provas e agora a própria multinacional [Siemens] denunciou o cartel. Achamos que isso é muito grave num estado em que a população é transportada em condições precárias, desviar R$ 445 milhões não é qualquer coisa”, expressou. 

A metroviária, Elaine Damásio, defendeu a ampliação do transporte público “com este dinheiro que o PSDB está embolsando daria para aumentar malha metroviária, isso geraria emprego, força de trabalho e melhoraria o transporte”, ela denunciou ainda a falta de estrutura “o ideal seria ter 8 usuários por metro quadrado, a gente transporta 16 ou até mais”, alertou a cetebista, que espera a apuração dos fatos e que a verba retorne ao cofres públicos para investir no metrô. 

Durante a caminhada duas catracas e um boneco do governador tucano foram queimados. No fim do ato o representante do Movimento Passe Livre (MPL), um dos articuladores da mobilização, declamou sobre o objetivo da ação: 

“Pessoal, estamos neste ato para dar um aviso para o poder público: que somos usuários, que somos trabalhadores do transporte coletivo, não vamos aceitar que o dinheiro que deveria ser usado em nosso transporte vá para o bolso dos empresários e patrões para eles o que importa é lucrar com o nosso sufoco, por isso, enquanto o transporte for controlado por políticos e empresários ele será um transporte privado, só quem usa o transporte, só quem trabalha no transporte todo o dia é que conhece seus problemas e é na luta que vamos conquistar um novo transporte seguiremos nos organizando em nossos bairros e comunidades porque agora quem manda é nós, venceremos”.

Érika Ceconi – Portal CTB


Veja a galeria de imagens do ato 

 

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