Cristina Kirchner e Dilma Rousseff debatem conjuntura política da América Latina

Em encontro das duas lideranças aconteceu na Casa de Portugal, em São Paulo, na noite desta sexta-feira (9), as eternas presidentas Cristina Kirchner (Argentina) e Dilma Rousseff (Brasil) debateram “A luta política na América Latina hoje”.

Com centenas de jovens brasileiros e argentinos, a conferência não poderia ser mais feliz. Rousseff iniciou dizendo que “hoje a mesa é feminina e feminista”. Bem oportuno, porque se vivencia em mais de 160 países os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

Então, o Portal CTB conversou com Bárbara Figueroa, presidenta da Central Única dos Trabalhadores, do Chile. Aliás, a única mulher a presidir uma central sindical na América Latina. “É muito complexo e desafiador ser a única mulher à frente de uma central sindical nessa parte do nosso continente”, diz Figueroa.

Para ela, o encontro dessas “importantes lideranças políticas reforça a luta das mulheres latino-americanas por igualdade no mundo do trabalho e na sociedade”.

Já Pablo Gentili, presidente da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), entende a conjuntura atual muito complexa. “Vários fatores nos levaram a esta situação”, afirma.

Assista a conferência completa 

“A direita estabeleceu uma nova estratégia e com muita competência conseguiu seus objetivos para chegar ao poder na Argentina e no Brasil e nós precisamos entender essa estratégia e reorganizar as forças populares com muita unidade na resistência à ofensiva do capital sobre o trabalho”.

O presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann vê o fracasso dos projetos econômicos do governo golpista. “O projeto deles se baseia em três eixos: mudança da expectativa dos empresários, expansão do mercado externo e entrada de recursos estrangeiros com essa onda de privatizações”. Explica. Como não está dando certo, “o governo está sem estratégia”.

A presidenta Dilma falou sobre a reforma da Previdência e lembrou que “o ministro da Fazenda (Henrique Meirelles) tem uma aposentadoria de R$ 250.000” mensais e o “Temer (Michel) se aposentou com 55 anos” e querem idade mínima de 65 anos para homens e mulheres.

A ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, historiou a vida política, social e econômica de seu país nos últimos 15 anos e defendeu uma resistência contundente à política de retirada de direitos.

“As forças do campo nacional e popular precisam de profundas reflexões para avançar nas lutas com essa juventude que se incorporou na política”, reforça. “Em um forte contraponto à lógica da velha política feita por homens, as duas mulheres arrancaram aplausos e emoções da plateia diversas vezes”, diz texto do Mídia Ninja.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Fundação Perseu Abramo

Compartilhar: