Crise social é anterior à pandemia

A classe trabalhadora já enfrentava uma realidade extremamente adversa antes da pandemia do coronavírus.

Segundo o IBGE, o desemprego aberto castigava mais de 12,3 milhões de pessoas. A estes se somavam cerca de 5 milhões de desalentados, que depois de inúmeras tentativas infrutíferas desistiram de continuar procurando um novo posto de trabalho.

Um exército de quase 40 milhões de pessoas estavam na informalidade, trabalhando sem carteira assinada ou por conta própria. Uma boa parte destes 40 milhões recebendo salários inferiores ao salário mínimo.

Este cenário de crise social foi resultado direto do golpe de Estado de 2016, que na época levou Michel Temer ao Palácio do Planalto.

O governo golpista de Temer, que assumiu o cargo no dia 12 de maio de 2016, impôs ao país uma política neoliberal de redução de direitos e flexibilização da legislação trabalhista. Temer promoveu a terceirização ilimitada, enfraquecimento dos sindicatos e privatizações indiscriminadas. Também entregou o Pré-sal e aprovou a lei que congelou os investimentos públicos por 20 anos.

O golpe de 2016, ao qual a CTB se opôs desde sempre, foi um golpe do capital contra o trabalho. Está destruindo o Direito do Trabalho e ao mesmo tempo ofende profundamente a soberania nacional e o Estado Democrático de Direito.

Criticado pela OIT, pela CTB, o movimento sindical e as forças progressistas e democráticos do país, a política imposta pelo golpe agravou os dilemas do país.

Condenou a economia à estagnação; perpetuou o desemprego em massa; precarizou e degradou ainda mais os serviços públicos; reduziu verbas para Educação e Saúde pública, enfraquecendo o SUS; comprometeu a soberania nacional e debilitou nossa jovem e frágil democracia.

A eleição de Bolsonaro em 2018 foi o coroamento do golpe de 2016. Seu governo radicalizou a política neoliberal, avançou ainda mais na destruição do Direito do Trabalho, retirou direitos com a reforma da Previdência e por meio de inúmeras Medidas Provisórias.

Bolsonaro inaugurou uma política destrutiva para o meio ambiente, as comunidades indígenas e os quilombolas. Bolsonaro difundiu o racismo, a misoginia, a homofobia e as Fake News.

Subordinou completamente a política externa aos interesses dos Estados Unidos. Acena para uma espécie de neofascismo tropical. Bolsonaro ataca o STF e o Congresso, defende a ditadura , a tortura e atenta contra a Constituição e a democracia.

Assista ao vídeo de Adilson Araújo:

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