Correios deflagram greve nacional nesta quarta-feira (26) por tempo indeterminado

A Federação Interestadual dos Empregados dos Correios (Findect) decidiu deflagrar uma greve nacional, por tempo indeterminado, em apoio às pautas do dia 28 de abril, que já promete ser a maior dos últimos trinta anos. O ecetistas começarão a paralisação no dia 26, às 22h, e estarão envolvidos nos atos seguintes.

Além do repúdio total a Michel Temer e às reformas da Previdência e Trabalhista, os funcionários dos Correios entrarão em greve para protestar contra o fechamento de agências ao longo do último ano, a suspensão de férias que atinge parte do pessoal e pela realização de novos concursos e contratações nos quadros da empresa. Eles reclamam do sucateamento e denunciam a tentativa de privatização da ECT, e pedem a saída de Guilherme Campos da presidência, pela sua conivência com o desmonte da empresa.

“Foram esses empresários, e os conglomerados que comandam, que financiaram o golpe. Com eles Temer assumiu compromissos, que está encaminhando com suas reformas. É por isso que todas as medidas desse governo tira direitos e benefícios dos trabalhadores. Nas reformas, são conquistas históricas que podem ser perdidas”, explicou o presidente do Sintect-SP e vice-presidente da Findect, Elias Diviza. Para ele, os trabalhadores devem ampliar a mobilização encaminhada pelas Centrais. “É o caminho para impedir esse retrocesso histórico, e para impedir a privatização dos Correios e demais estatais”, indicou.

Os trabalhadores dos Correios tiveram papel importante nas manifestações dos dias 15 e 31 de março, com uma paralisação que envolveu mais de 8.000 pessoa só em São Paulo. O repúdio da categoria às reformas de Temer e às tentativas de privatização da empresa provaram-se fundamental para atrasar os planos dos golpistas. O risco é particularmente grande para os ecetistas, pois a empresa pode ser vendida às multinacionais do setor – algo que tiraria dos funcionários a capacidade de dialogar com a cúpula, e minaria os direitos conquistados.

Por tudo isso, os ecetistas chamaram todos os 36 sindicatos da categoria a apoiar a greve geral unificada a partir de 26 de abril.

Portal CTB

Compartilhar: