Congresso da UBM defende mais mulheres nas decisões da vida do país

Com a participação de 300 delegadas de 22 estados, o 9º Congresso Nacional da União Brasileira de Mulheres (UBM) termina nesta sexta-feira (6) elegendo a professora goiana Luciana Rincón a nova coordenadora geral da entidade em substituição à assistente social paranaense Elza Campos.

“O fato mais importante deste Congresso foi a grande mobilização e o entusiasmo de todas para fazer a UBM mais presente na sociedade e nas lutas pela valorização da mulher em todos os aspectos da vida”, concatena Lúcia.

O Congresso aprovou também o novo plano de lutas da UBM para o triênio 2014-21017. “É preciso avançar na afirmação de políticas públicas com um projeto de desenvolvimento para a nação, socialmente includente, que valorize a diversidade cultural e social”, diz o documento, onde as mulheres defendem “que o Brasil ouse produzir mais riqueza para melhorar a vida de sua gente, em especial, fortalecendo a autonomia e o empoderamento das mulheres, promovendo a capacitação e valorização do trabalho”, reforça texto da Carta às Brasileiras definida pelo Congresso.

lucia rincon61339

Segundo Ivânia Pereira, secretária de Mulheres da CTB, o Congresso começou na quarta-feira (4 ) em Brasília e decidiu por unanimidade apoio irrestrito à reeleição da presidenta Dilma.

“Decidimos essa resolução por acreditar que ela representa melhor do que outros candidatos os avanços que a mulher brasileira precisa para conquistar uma vida digna”, defende a cetebista.

Para Lúcia a nova gestão está cheia de perspectivas de crescimento e mais atuação no contexto nacional “com a participação pungente tanto de feminista com 30 anos de estrada quanto jovens que entrarão agora para o movimento, impulsionando a UBM para frente com a participação cada vez mais crescente dessa juventude que veio para ficar”.

Também “decidimos realizar o 1º encontro Nacional da Mulher Negra da UBM e o Seminário Nacional da Mulher Trabalhadora porque somos ma maioria da população e mesmo assim não temos representação condizente na sociedade, na política, no mercado de trabalho, onde inclusive ganhamos menos que os homens”, afirma Ivânia.

Além disso, o Congresso da UBM deliberou por uma campanha nacional pelo Direito à Creche. “em pleno século 21, ainda temos que lutar por esse direito para as mães e seus filhos, parece piada mas é trágico”, reclama.

Dentre outras questões a UBM também deliberou pela legalização do aborto, pelo compartilhamento das tarefas domésticas “porque como está não pode ficar com a mulher tendo uma tripla jornada: trabalhando fora de casa, cuidando da casa e da família, sem responsável por tudo sozinha”, acentua as sindicalista.

ivania pereira1

As delegadas ubmistas no 9º Congresso da entidade decidiram entrar com tudo também na luta pela redução da jornada de trabalho, pelo fim do fator previdenciário, contra a precarização do trabalho e em defesa de campanhas mais rigorosas contra a exploração sexual de crianças e mulheres e pelo combate a toda forma de violência contra a mulher seja doméstica ou não.

“Para o Brasil avançar, na busca por mais democracia, mais direitos e mais poder para as mulheres, sabemos que é preciso ampliar a participação feminina e avançar na conquista dos espaços de poder e decisão. Para tanto, precisa ter garantida sua participação efetiva na Reforma Política, por isto apoiamos o financiamento público de campanha, a lista alternada com cinquenta por cento de mulheres e as coligações, visando fortalecer a democracia e a representatividade feminina”, diz texto da Carta às Brasileiras da UBM.

A nova coordenação da UBM, eleita para o triênio 2014-2017 é composta por Lúcia Rincon, na Coordenação Geral; Valéria Helena da Silva, na Coordenação de Finanças; além de Vanja Andrea, Luciana Soares, Liège Rocha, Maria das Neves, Rozina Conceição de Jesus, Mariana Venturini, Helena Piragibe, Ivânia Pereira, Flavia de Jesus, Raimunda Leone, Irene Freire, Patrícia Vieira.

Ao final do Congresso a Carta às Brasileiras ressalta a defesa do respeito às questões de gênero e punição a todos os transgressores dos direitos humanos da mulher.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

Compartilhar: