Com protesto de servidores, começa a I Conferência do Trabalho Decente

Começou nesta quarta-feira (8), em Brasília, a I Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente (I CNETD), que visa discutir melhores condições de trabalho aos brasileiros. Com o tema “Gerar Emprego e Trabalho Decente para Combater a Pobreza e as Desigualdades Sociais”, representantes do governo, empregadores e trabalhadores estarão reunidos para debater e analisar propostas oriundas de Conferências Estaduais, ocorridas no segundo semestre de 2011. O evento acontece no Centro de Convenções Ulysses Guimarães até o dia 11.

As propostas da Conferência estão divididas em quatro eixos: Princípios e Direitos; Proteção Social; Trabalho e Emprego e Diálogo Social. Cada eixo será subdividido em grupos temáticos, somando 12 no total.

Durante a abertura, Elizabeth Tinoco, diretora regional da Organização Internacional do Trabalho – OIT, abriu  a solenidade afirmando que a Conferência é um marco importante para o crescimento econômico e para a responsabilidade social. Tinoco disse ainda que “Crescimento econômico é a alavanca do crescimento social”, frisando a importância do acontecimento para a nação.

Robson Braga, presidente da Confederação Nacional da Indústria – CNI, elogiou a iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE e ponderou a importância das boas relações de trabalho para o desenvolvimento do país. “A boa qualidade no trabalho se reflete no campo fértil para as empresas”, disse.

Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, representou Dilma Rousseff no encontro e lembrou de ações importantes de melhoria das condições de trabalho do brasileiros, exemplificou a erradicação do trabalho escravo que era muito comum nas atividades do setor suco alcooleiro, e que o governo federal, junto com centrais sindicais, conseguiram diminuir consideravelmente o número de pessoas que viviam em situações degradantes nessa atividade.

O ministro do trabalho, Brizola Neto concluiu o pronunciamento abrindo, oficialmente, as atividades.

Vaias e aplausos

Antes mesmo de começar o discurso, o ministro Gilberto Carvalho foi recebido à base de vaias. Representantes de órgãos públicos chamaram-no de “traidor”, diziam também, todos em uma só voz: “Dilma, a culpa é sua! A greve continua.”.

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A manifestação foi grande e perdurou até o fim da fala do ministro, que mal conseguiu pronunciar o que tinha preparado. O ministro condenou o ato, com sutileza, afirmando: “É lamentável esse tipo de atitude, no entanto, nós do governo, entendemos.”. O ministro respondeu ainda com uma informação não muito agradável aos manifestantes: “Dilma tem um foco claro: temos que usar o principal do nosso espaço fiscal para valorizar aquele que não tem estabilidade”.

Ao passo em que os manifestantes mal deixavam o ministro falar, por causa das vaias, uma grande parte dos conferencistas aplaudia o ministro durante seu pronunciamento.

De Brasília, Régia Vitória

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