Com Bolsonaro, a desigualdade de renda aprofunda

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) comprova o que é muito visível aos olhos da maioria dos brasileiros. O povo está mais pobre e a desigualdade de renda disparou em menos de um ano de governo Bolsonaro.

O desemprego, cerca de 13 milhões de pessoas estão sem trabalho no país, e o aumento da informalidade são fatores determinantes para a elevação das diferenças sociais e de renda. As medidas tomadas até aqui pelo governo aprofundam a reforma trabalhista, retirando direitos e deixando o cidadão mais exposto, inclusive a redução salarial.

No segundo trimestre do ano, o rendimento médio mensal dos mais ricos cresceu 1,52% ante o mesmo período de 2018. Diferente da média dos mais pobres que viram a renda cair em 1,43%. No semestre, o rendimento do topo da pirâmide social cresceu 2,48% enquanto o do povo apresentou alta de apenas 0,1%. Um desequilíbrio enorme.

O Ipea considera população de renda muito baixa aquela que tem rendimento inferior a R$ 1.628,70. A renda alta são as famílias cujos ganhos superam R$ 16.391,58.

Trabalho precário

Embora o estudo mostre um pequeno aumento na geração de empregos formais em 2019, a maioria das vagas criadas tem remuneração baixa, de até dois salários mínimos (R$ 1.996,00). O documento revela ainda que somente as duas primeiras faixas salariais – até um salário e até dois – tiveram saldo positivo. Em todas as demais, o número de demissões é maior do que o de admissões.

O quadro abaixo, elaborado pelo Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea, mostra a situação de penúria da nossa classe trabalhadora, com 63,6% dos domicílios sobrevivendo em condições precárias, sem renda do trabalho, com renda muito baixa ou baixa.

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