Com apoio de estudantes, greve de professores federais completa um mês

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A greve dos professores das universidades federais completou um mês neste domingo (17), sem nenhuma perspectiva para o fim do movimento. O Ministério do Planejamento prometeu apresentar na próxima terça-feira (19) uma proposta para o plano de carreira dos docentes.

A greve já atinge 55 instituições federais de ensino em todo o país. Embora a suspensão das atividades tenha deixado em aberto a situação do calendário acadêmico em algumas universidades, estudantes de diversas faculdades reconhecem a reivindicação dos professores como válida e até integram mobilizações contra a falta de assistência estudantil pelo governo federal.

Na Universidade Federal Fluminense (UFF), por exemplo, que interrompeu as atividades no dia 22 de maio e é uma das cinco instituições que aderiram à mobilização no Rio de Janeiro, o formando do curso de Direito Allan Sinclair, de 23 anos, apoia o briga dos docentes. “O governo tem se mostrado muito difícil em relação à negociação com os professores. Há desrespeito com a classe. Mas a perspectiva é que, em breve, haja diálogo e a gente possa ter melhorias não só para os professores, mas também para os estudantes”, afirma.

Na última terça-feira (12), o governo federal chegou a pediu, sem sucesso, uma “trégua” de 20 dias aos professores federais para continuar as negociações. O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, disse que o governo se comprometeria a apresentar ao fim desse prazo uma proposta para solucionar o impasse em torno da reestruturação da carreira, principal reivindicação dos professores.

Com agências

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