China acusa EUA de protecionismo

A China acusou nesta segunda-feira (16) o governo dos Estados Unidos de aumentar o protecionismo e afirmou que a pressão de Washington para a valorização de sua moeda, o yuan, são "injustos", durante a visita do presidente americano Barack Obama.

Obama desembarcou em Xangai no domingo para uma visita de três dias destinada a convencer o governo chinês de que os Estados Unidos são um parceiro, e não um rival.

Política cambial

Analistas acreditam que Obama pedirá a China que reconsidere o valor do yuan, que para os EUA é mantido desvalorizado artificialmente para aumentar as exportações chinesas.

No entanto, o ministério do Comércio chinês reiterou nesta segunda-feira que o governo vai manter o yuan estável e completou que as pressões americanas são "injustas".

"É preciso criar um ambiente estável e previsível para as empresas, incluindo políticas econômicas e cambiais, para permitir que a economia global cresça regularmente e que as exportações da China se recuperem", declarou o porta-voz do ministério, Yao Jian.

FMI

Ele completou que os Estados Unidos "continuam" permitindo que o dólar caísse "para incrementar sua competitividade", ao mesmo tempo que pedem uma valorização do yuan.

O diretor geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn,  colocou-se ao lado dos EUA ao defender a valorização do yuan e a manutenção do dólar como principal divisa internacional, durante o Fórum Financeiro Internacional realizado em Pequim

Ele respondeu, assim, aos pedidos de países como China para criar uma nova divisa transnacional que substitua a americana nas reservas mundiais, e também à atitude chinesa de manter o controle estatal sobre o câmbio, impedindo a valorização de sua moeda para beneficiar suas exportações.

Os chineses, contudo, não estão dispostos a seguir os conselhos do FMI, que mais uma vez se põe a serviço do imperialismo norte-americano.

Portal CTB, com agências

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