Cesta básica ficou mais cara na maioria das capitais

A maior parte das capitais onde o Dieese realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica registrou aumento no preço do conjunto de produtos alimentícios essenciais, em outubro. Doze localidades apresentaram variações situadas entre 0,06%, apurada em São Paulo e 2,37%, verificada em Belo Horizonte. Em Goiânia, o aumento foi muito superior ao das demais cidades, chegando a 9,20%, enquanto em Vitória (-0,64%), Manaus (-1,01%), Recife (-1,10%) e Fortaleza (-1,26%) ocorreram quedas nos valores dos gêneros de primeira necessidade.  

Entre janeiro e outubro deste ano, apenas duas capitais – Belém (1,88%) e Salvador (2,37%) – apresentaram aumento nos preços. Nas outras 15 localidades, o custo da cesta registrou variação acumulada negativa, com destaque para  Natal (-14,03%),  Fortaleza (-13,70%), Aracaju (-13,00%) e João Pessoa (-12,65%).

Nos últimos 12 meses – de novembro de 2008 a outubro último – 10 das 17 capitais pesquisadas registraram variações acumuladas negativas, com destaque para Natal (-7,71%), Fortaleza (-7,13%) e Aracaju (-6,62%). As maiores elevações foram  registradas em Salvador (8,23%), Vitória (5,16%) e Recife (4,16%).

O valor mais elevado para a cesta básica foi verificado em Porto Alegre (R$ 248,29). Em São Paulo, os produtos essenciais custaram R$ 230,03 e em Florianópolis, R$ 226,37. As capitais mais baratas foram Aracaju (R$ 168,15), Fortaleza (R$ 170,29) e João Pessoa (R$ 175,19).

O salário mínimo necessário – estimado com base na cesta mais cara –  ficou em agosto, em R$ 2.085,89, que corresponde a 4,49 vezes o menor salário oficialmente pago no país, de R$ 465,00. 

Fonte: Dieese

 

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